A par da animação notam-se sinais de aflições várias em vários lares. Os rostos de muitas pessoas denunciam tristezas, mágoas.
Os jornais locais aumentaram o espaço publicitário.
Importa agora que cada um dos leitores e cada ser humano abra o seu coração e torne o seu Natal, no Natal da solidariedade, da ternura e da compreensão.
Outrora passava o Natal num país quente, agora faz-me companhia também o frio, embora, Graças a Deus, agasalhado.
Viver em Trás-os-Montes já não é como dantes, dizia-me o meu primo António, mas nas aldeias a tristeza é grande porque a juventude não existe e os mais velhos estão cada vez mais sozinhos e cada vez mais caseiros.As ruas são um deserto.
Seja como for em Trás-os-Montes ainda, à lareira ou fora dela, há Natal, nos corações das pessoas e os actos solidários são uma realidade.
Que dos nossos lábios brotem sorrisos de ternura e de afagos...JMS