sábado, 9 de janeiro de 2010

2010 sob o signo da paz

Constantim-Miranda do Douro
Apelos dos Bispos portugueses no arranque de um novo ano

"O primeiro dia do novo ano
foi aproveitado por diversos
Bispos do nosso país para
lançarem apelos em favor da
paz, do diálogo e da preservação
do meio ambiente, tendo
como pano de fundo a mensagem
de Bento XVI para esta
celebração.
Em Lisboa, D. José Policarpo
recordou que “a acção dos
cristãos no seio da sociedade”
é a “maior força que a Igreja
dispõe”. “Se percebermos que
a solução para todos (...) [os]
graves problemas da sociedade
exige uma profunda revolução
cultural e civilizacional,
talvez passemos a pôr o acento
onde ele deve ser posto: na
educação, na família, na comunicação
social, nas estruturas
culturais, no fundo, na
formação para a liberdade,
cujo exercício legítimo supõe
sempre a responsabilidade da
promoção do bem comum”,
indicou.
D. António Francisco dos
Santos, Bispo de Aveiro, sublinhou
que “a família constitui
elemento essencial e lugar
insubstituível na educação dos
valores da ecologia, no respeito
sagrado e inviolável pela
vida humana, pela dignidade
da pessoa humana, pela natureza
e pelo equilíbrio da criação”.
“Não se constrói a paz
nem se respeita a criação, destruindo
a família humana ou
alterando a sua essência antropológica
e a sua natureza
original”, precisou.
Mais a Norte, o Bispo do Porto
defendeu que “será difícil,
senão impossível, respeitar a
criação, enquanto quisermos
das coisas o que só espiritualmente
se resolve – na ‘alma’
das coisas, poderíamos dizer
-, como sentido, segurança e
destino”.
“Libertos do medo e da avidez
que tão mal o disfarça,
deixaremos o mundo respirar
e assim respiraremos nós
em comunhão serena e autenticamente
festiva, ou seja, em
que caibamos todos”, referiu
D. Manuel Clemente.
Em Viseu, D. Ilídio Leandro
apelou a uma “solidariedade
universal e comunitária no
uso dos bens que Deus criou
para todos”, uma exigência,
para que o desenvolvimento
não beneficie apenas alguns,
que privilegiam o lucro e esquecem
a justiça. Em causa,
apontou, está “o equilíbrio
económico e social e a preservação
do ambiente”.
D. António Vitalino, Bispo
de Beja, diz que “a Igreja
tem uma palavra a dizer ao
mundo, para que a vida humana
continue a ser possível
no nosso planeta terra, com
dignidade e qualidade para todos”.
“Não se trata de impedir
o progresso, mas da defesa
de bens e valores essenciais à
vida através de um desenvolvimento
sustentável e justo”,
precisa.
Crise ecológica
O Bispo de Santarém, D. Manuel
Pelino, sublinha que
“Bento XVI chama a nossa
atenção para a relação da crise
ecológica com a crise cultural
e moral”.
“A solução impõe um novo
estilo ou modo de viver marcado
pela sobriedade e pela solidariedade,
com novas regras
e formas de compromisso. A
maneira como o homem se entende
na relação com a criação
tem a ver com a maneira como
se relaciona com Deus”, assinala.
Por isso, indica o prelado,
é necessária “uma educação
permanente para a paz
que é dom de Deus, oferta de
Cristo e esforço constante de
cada um de nós por praticar
a justiça, a verdade, o amor e
o perdão”.
D. Antonino Dias, Bispo de
Portalegre-Castelo Branco,
também se centra na questão
ecológica para sublinhar que
“toda esta problemática reclama
que se tomem medidas
urgentes”. “Como sabemos, a
Cimeira de Copenhaga sobre
o clima não permitiu que os
governantes do mundo se entendessem
sobre as verdadeiras
medidas a tomar”."
Fonte:Mensageiro de Notícias

Sem comentários:

Enviar um comentário