"Cemitério que custou 1,3 milhões não pode ter uso
Autarquia vai alargar o velho porque novo foi construído sobre zona com muita água
Autarquia vai alargar o velho porque novo foi construído sobre zona com muita água
00h30m
O Executivo da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai alargar o cemitério velho da vila e deixar o novo, no qual se gastou 1,3 milhões de euros, sem qualquer uso. Pelo menos para já. A oposição não concorda e defende a realização de novos estudos.
A justificação do presidente da Câmara, José Luís Correia, é a de que a nova estrutura foi construída numa zona onde abunda água e que por isso é frequentemente inundada. Disso mesmo deu conta na última Assembleia Municipal, mostrando várias fotografias do local onde era visível um ribeiro que corre junto ao muro da estrutura e o interior com várias zonas alagadas.
Ora, esse problema foi o argumento que um grupo de cidadãos utilizou num abaixo-assinado, em 2001, para que o novo cemitério não fosse construído nas proximidades da aldeia de Luzelos. Mas o executivo de então não lhes deu ouvidos alegando, como o JN noticiou na altura, que os técnicos que estudaram a empreitada consideraram o terreno apto para o efeito. A obra avançou, foram gastos mais de 1,3 milhões de euros, mas nunca foi inaugurada.
O autarca de Carrazeda explica que o empreiteiro responsável pela infra-estrutura declarou falência e que a Câmara vai ter de tomar posse administrativa da mesma. Uma vez que o processo pode ser moroso e que o actual cemitério está em "iminente situação de ruptura", a autarquia vai "diligenciar no sentido de não se virem a enfrentar situações muito delicadas", que é como quem diz, não haver onde sepultar os mortos.
A vereadora independente, Olímpia Candeias, defende que o presidente da Câmara está a tomar uma decisão "algo precipitada" e recomenda a realização de novos estudos sobre a viabilidade do novo cemitério. Questiona-se mesmo "se não estará ali a passar-se algo que justifique as inundações", até porque, frisa: "Nunca vi nada que se pareça com isto". Sublinha que os dinheiros públicos devem gastos com "parcimónia", prevendo que o alargamento do velho cemitério "não seja uma obra barata".
Por seu lado, o vereador socialista Augusto Faustino está "completamente contra" uma decisão que considera ser "precipitada". Alega que a construção do novo cemitério foi assente em pareceres técnicos e que "não havendo outros que digam que os primeiros estão errados não se pode partir de ânimo leve para a ampliação do velho cemitério". Faustino também não concorda que a Câmara pense em deixar o novo cemitério como reserva. Justifica que "se serve para daqui a 30 ou 40 anos, também serve para agora, não havendo necessidade de o deixar degradar".
A justificação do presidente da Câmara, José Luís Correia, é a de que a nova estrutura foi construída numa zona onde abunda água e que por isso é frequentemente inundada. Disso mesmo deu conta na última Assembleia Municipal, mostrando várias fotografias do local onde era visível um ribeiro que corre junto ao muro da estrutura e o interior com várias zonas alagadas.
Ora, esse problema foi o argumento que um grupo de cidadãos utilizou num abaixo-assinado, em 2001, para que o novo cemitério não fosse construído nas proximidades da aldeia de Luzelos. Mas o executivo de então não lhes deu ouvidos alegando, como o JN noticiou na altura, que os técnicos que estudaram a empreitada consideraram o terreno apto para o efeito. A obra avançou, foram gastos mais de 1,3 milhões de euros, mas nunca foi inaugurada.
O autarca de Carrazeda explica que o empreiteiro responsável pela infra-estrutura declarou falência e que a Câmara vai ter de tomar posse administrativa da mesma. Uma vez que o processo pode ser moroso e que o actual cemitério está em "iminente situação de ruptura", a autarquia vai "diligenciar no sentido de não se virem a enfrentar situações muito delicadas", que é como quem diz, não haver onde sepultar os mortos.
A vereadora independente, Olímpia Candeias, defende que o presidente da Câmara está a tomar uma decisão "algo precipitada" e recomenda a realização de novos estudos sobre a viabilidade do novo cemitério. Questiona-se mesmo "se não estará ali a passar-se algo que justifique as inundações", até porque, frisa: "Nunca vi nada que se pareça com isto". Sublinha que os dinheiros públicos devem gastos com "parcimónia", prevendo que o alargamento do velho cemitério "não seja uma obra barata".
Por seu lado, o vereador socialista Augusto Faustino está "completamente contra" uma decisão que considera ser "precipitada". Alega que a construção do novo cemitério foi assente em pareceres técnicos e que "não havendo outros que digam que os primeiros estão errados não se pode partir de ânimo leve para a ampliação do velho cemitério". Faustino também não concorda que a Câmara pense em deixar o novo cemitério como reserva. Justifica que "se serve para daqui a 30 ou 40 anos, também serve para agora, não havendo necessidade de o deixar degradar".
Eduardo Pinto
Fonte:jnsapo.pt
NOTA: Qual a pressa do Senhor Presidente? A iminente situação de ruptura? Bem diz Augusto Faustino: "se serve para daqui a 30 ou 40 anos, também serve para agora"...tem é de ser concluído!!! Para reserva de quê?