sábado, 20 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre candidato

foto Miguel A. Lopes/Lusa
"Fernando Nobre candidata-se à Presidência por "imperativo moral"
Presidente da AMI candidata-se a Belém dirigindo-se aos desiludidos e aos que não têm voz
00h22m

GINA PEREIRA


Presidente da AMI anunciou que se candidata à Presidência da República


"Por imperativo moral, de consciência e de cidadania", Fernando Nobre, médico e presidente da Assistência Médica Internacional, candidata-se às Presidenciais de 2011. Admite que pode não ganhar, mas diz que a sua candidatura "não será nunca inútil".

Foi no (pequeno) auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa - que obviamente encheu rapidamente e deixou muitas pessoas na rua, onde havia um ecrã a transmitir o discurso -, que Fernando Nobre, 59 anos, anunciou ontem a sua candidatura à Presidência da República. "Portugal precisa de um presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país", disse, admitindo que "um homem livre, só e independente pode servir melhor o país nesta altura tão difícil e sensível para Portugal".

Fernando Nobre dirige-se aos insatisfeitos. Diz que a sua candidatura é a "dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada". Dirige-se aqueles para quem "o destino do país não é indiferente" e diz-lhes que "chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar". "Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável", disse, explicando que se candidata por "dever moral e cívico" mas também porque não se conforma em assistir à "agonia lenta de Portugal".

Em seu favor, Fernando Nobre apontou a "particular sensibilidade social e humanística", o "orgulho em ser português" e o facto de trazer enraizadas em si "as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundividência". O seu espaço político, disse, é a "liberdade", a "justiça social", o "humanismo", a "ética", a "transparência na vida pública" e a "adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado".

Se for eleito, como disse esperar, prometeu ser "garante da estabilidade" das instituições e o seu "compromisso moral intransigente" assenta em "reconhecer o mérito, premiar a excelência e recusar a impunidade".

No seu discurso, que leu durante cerca de 15 minutos, apontou quatro prioridades: incentivar a "regeneração ética da vida política do país", prometendo ser "intransigente" com todos os que exercem cargos públicos; apoiar e incentivar todos os esforços no caminho da justiça social, dando particular atenção aos desempregados e trabalhadores precários, aos jovens, idosos, emigrantes e imigrantes; defender a soberania nacional, designadamente os recursos naturais, o património histórico, a língua e o prestígio do país; e "não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal".

Com várias caras conhecidas na sala - cantores como Rui Veloso, Luís Represas, Vitorino e Carlos Mendes, o juiz Rui Rangel e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto -, Fernando Nobre disse estar consciente de que será uma batalha difícil, "talvez até invencível", mas garantiu que não será "inútil". A sua luta é "contra a indiferença"."
Fonte:JN

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