sábado, 10 de abril de 2010

Assembleia Distrital quer "bater-se" pela região


Bragança

Albano Mesquita, presidente eleito
para a presidência da Assembleia
Distrital, desafiou os restantes
municípios a aproveitarem
aquele órgão regional para defender
a região de Trás-os-Montes e
Alto Douro.
Numa altura em que a regionalização
está na agenda do dia, o
recém-eleito presidente considera
que é hora dos municípios se
unirem e lutarem por uma mesma
causa.
“Entendo que Trás-os-Montes
e Alto Douro são uma unidade
do ponto de vista geográfico, com
história, identidade e potencialidades
comuns que vale a pena
defender”, justificou.
Albano Mesquita tomou posse,
ontem, como presidente da Assembleia
Distrital, um órgão que
praticamente não tem poderes de
decisão e que reúne apenas uma
vez por ano. José Silvano, presidente
cessante, considera que este
é um órgão que, com a criação
das comunidades intermunicipais,
ficou completamente esvaziado.
Em mais uma sessão pouco participada,
Silvano assumiu que a
participação se resume ao debate
das questões de orçamento.
“Estas sessões resumem-se a
debater questões de orçamento e
não servem para mais nada porque
não tem quaisquer poderes.
Legalmente as Assembleias Distritais
estão consagradas e tentase
manter...”, apontou.
Visão diferente tem o presidente
empossado que aponta que os
organismos funcionam “conforme
os intervenientes e as pessoas
que os integram querem que eles
funcionem, ou não”.
No entender de Albano Mesquita,
a possibilidade das Assembleias
Distritais virem a ser extintas
não deve “matar o organismo
à nascença”.
“Penso que, aparentemente, será
para extinguir, mas, neste momento,
existe e há que ir aproveitando
esta estrutura para debater
estas questões”, afirmou.
Durante a sessão extraordinária,
Albano Mesquita, presidente
da Assembleia Municipal de Vila
Flor, tomou posse como presidente
eleito com a maioria dos votos.
A sessão foi suspensa devido
a questões de orçamento, uma vez
que as despesas correntes ultrapassam
as receitas.
Dos treze mil euros de orçamento,
10 mil destinam-se à revista
Brigantia – uma publicação
trimestral que aborda temas locais
e que foi lançada por Belarmino
Afonso.
Carla A. Gonçalves, in Mensageiro Noticias

1 comentário:

  1. Curioso! Pedir a um órgão colegial que funcione com 3000 € (três mil euros!) é um exercício desonesto, quando se sabe que há pessoas a deslocar-se dos quatro cantos do distrito até Bragança.
    Parabéns Albano Mesquita pela coragem. De vez em quando, é importante que as pessoas sintam que a carolice é um bom desiderato para questões de solidariedade, mas não para o exercício do poder.
    Júlio Rocha

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