sábado, 14 de novembro de 2009

O Natal já anda por aí....

jms

Nos Centros Comerciais já há animação...O Natal comercial já está a estalar como castanhas...nos magustos que vão acontecendo um pouco por todo o lado...

Respigamos...com a devida vénia!

"Nordeste Transmontano
EDP lança campanha - piloto em Carrazeda de Ansiães

A EDP vai lançar em Carrazeda
de Ansiães um projecto-piloto
direccionado para empresários
e clientes em geral – Comunidade
EDP 5D. Esta é uma iniciativa
que corresponde a uma estratégia
de fidelização dos clientes para o
mercado liberalizado e que consiste
na criação de uma rede social
e virtual de clientes.
O novo projecto vai ser apresentado
no dia 27 de Novembro,
em Carrazeda de Ansiães, pela
Associação Comercial e pela consultora
de marketing Sourcingest.
Os associados vão “aprender” a
reduzir a factura até 30 por cento
com a EDP 5D e os clientes
residenciais vão ser informados
sobre a forma de obter descontos
nos estabelecimentos comerciais
EDP 5D.
“Esta é uma ferramenta de fidelização
para o próprio comércio
local que, através da EDP, estará
mais próximo dos seus clientes”,
diz a organização em comunicado
à imprensa.
As empresas aderentes a este
novo tarifário da EDP 5D poderão
participar neste projecto
beneficiando de campanhas de
divulgação nacional, 250 mil potenciais
clientes e uma página na
internet para poder interagir e
mostrar o negócio, à escala global,
e de forma gratuita.
O evento, que reunirá em Carrazeda
de Ansiães altos quadros
da EDP, visa “gerar mais-valias
ao empresário associado” através
da redução dos custos em
electricidade e da dinamização
do negócio com a comunidade
EDP 5D."
IN MN, 13.11.09

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Respigamos...com a devida vénia!


A PAISAGEM E AS PESSOAS
No Mensageiro de Bragança. Texto lindo...a não perder

"há 50 anos…

Pelo Distrito

ZEDES. Que larga, dura, mas
deslumbrada ascenção se projecta,
desde as funduras da estação
ferroviária de Codeçais até
Zedes, lá no alto, assente como
diadema sobre uma imponente
cabeça de montanhas. Subimos,
trepamos. Adiante, atrás,
aos lados, outeiros e picos recamados
de rochas bojudas e
pinheiros verdes saltam-nos
diante dos olhos, num filme de
encanto, a cada passo renovado.
A lenta escalada leva horas
sem fim. Mas nem damos pelo
tempo, enfeitiçados pelos meandros
desta paisagem tão personalizada
das terras da Carrazeda,
em que sombras dum
passado milenar podem bem
dormir, nos petroglifos escondidos
sob o manto de líquenes
duma fraga ou num montão de
lages desabadas a esmo.
Olhamos avidamente todos
as dobras do horizonte, curto,
fechado. Se nos voltamos,
o Tuela, ao fundo, manda-nos
uma aberta. Mas logo o bojo
escuro de outra montanha corre
a cortina parda de fragaredos
abissais. E a minha alma monolítica
abre as asas e canta.
Como este chão responde à minha
voz! Melhor que os homens
incapazes da solidez granítica
da verdade nua.
De repente, como se um vento
criador varresse a névoa tenaz
que nos cega, o panorama alarga-
se, a perder de vista. Chegámos
ao alto. Lá diante, frente a
nós, Zedes, branca e repousada,
chama-nos, com um sorriso de
veigas verdes e prados.
Cristo já passou por aqui. E,
onde pôs os divinos pés, abriuse
uma estrada para a vila,
outra para Areias e um rompimento
até aos Pereiros. Água
canalizada, escola nova em vias
de acabamento, rua principal
muito bem calcetada.
Mas esta boa gente não se cansa
de pedir que o Senhor volte.
Para ver se a água fica bem distribuída
(pois o grande tanque
a meio da povoação não basta),
se as outras ruas também recebem
a bênção do calcetamento,
se nasce um posto público (já
que o único telefone existente,
por ser particular, não os pode
servir devidamente) e se a electrificação
vem finalmente, para
que duas linhas de alta tensão,
que lhes passam por cima dos
telhados, deixem de formar apenas
uma negaça.
Então, esta linda aldeia de 90
fogos tornar-se-á um jardim. Até
se me não dava de fazer lá umas
curas de altitude, aspirando a
sua paz remansada, decifrando
a arqueologia dos seus rochedos,
dialogando com a formosa anta
da “cova da moura”, ouvindo a
sua gente, daimosa e hospitaleira
como poucas.
SORTES
25-10-1959— Visita Pastoral.
—Há 19 anos que esta pequena
mas linda aldeia não recebia a
visita do seu querido Pastor. É
aliás ao Senhor Dom Abílio que
devemos a honra e a predilecção
de duas visitas pastorais, ao
longo dos vinte anos de governo
da nossa diocese. A última
acaba de se efectuar no passado
dia 15.
Desde o dia 10, foi cuidadosamente
preparada com pregações
adequadas, a que, não obstante
tratar-se da época de mais aperto
nos trabalhos do campo, acorreu
sempre a povoação em peso
e até muita gente de Lanção e
Viduedo. Ensaiaram-se também
vários cânticos apropriados e as
crianças foram cuidadosamente
ensinadas pelas catequistas e
principalmente pelo Rev. Pároco,
— P. António Gonçalves.
Apesar de o dia se apresentar
chuvoso (pelo que o Senhor
Bispo teve de fazer a viagem de
jipe), ninguém faltou à recepção.
As ruas tinham sido muito varridas
e engalanadas. A Igreja
apresentava-se primorosamente
asseada. Uma criança saudou
o Senhor Dom Abílio, em nome
da Freguesia. Entre os acordes
do hino do Prelado, fez-se o caminho
da igreja. Lá, com a presença
de numerosos sacerdotes
(que tinham sido incansáveis em
confessar todas as pessoas), iniciou-
se, pouco depois, celebrada
a Missa de Comunhão Geral, a
administração do Sacramento
da Confirmação, que receberam
muitas crianças e adultos. Grande
dia para a nossa terra.
(E.)" In MB n.º 702,de 13.11.1950

As Bruxas

Existem ou não, não sei...
Que as parece haver, parece...
Coisas da vida.
Vilar de Perdizes, no centro do mundo, das coisas do além e do aquém...
O céu mantem-se escuro e algo retem as águas no firmamento!
Cruzes canhoto...o que anda aí?
Não sei, mas alguém continua numa guerra de surdos...
Que se passa António?
Que vida é a tua?
Nada me apoquenta, a não ser o facto de não chuver...
Palavras cinzentas.
Mas resta a esperança de que a colheita de qualquer coisa seja boa...
Notícias não há.
O céu social e político do país continua cinzento!
Por CA alguém teima em fazer afronta....Seja como for, a difamação e a calúnia nunca colheu difinitivamente.

PROCURA...


"Sons dilacerantes
Arrancam-se do meu ser!
Orquestras desafinadas
Surgem.
Como complemento
De uma procura constante
De ternura!
Porquê caminhar
Ao encontro de algo
Perdido no mar?!
Sinto-me gota de água
Nas ondas da madrugada!
O conhecimento surge,
Perde-se no meio
Do tempo!
Estou só!
Enfrento
O contínuo
Sim, o meu ser procura
Em ti a razão do meu
Próprio
Eu. "

JMS

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

À mulher...

O teu sofrer
Manifesta-se no teu olhar…
Sim, eu sei,
Quanto sois heroínas.
Apesar de tudo,
Ainda tens de sorrir,
Estar pronta
Para os abraços fraternais.
Agora eu sei,
Quanto trabalho tens
Para dares alívio à dor!!!
Nos teus olhos
Vejo um porto de abrigo,
Seguro ou não,
Não importa…
Sei que em ti
Será sereno o estar.
Ai se eu pudesse
Dar-te um abraço,
Sentir o teu calor…
Que imagino retido em ti.
Deixa-me sonhar…
jms

Respigamos, com a devida vénia....

Para Reflectir!


Comportamentos menos democráticos

"As eleições autárquicas ficaram tragicamente marcadas pela morte de uma pessoa, na nossa região. É de lamentar que, trinta anos depois da instauração do regime democrático em que vivemos, não se aceitem as regras da democracia e se continue a assistir a fenómenos, mais ou menos violentos, no contexto dos processos eleitorais. Rara é a campanha em que não acontecem altercações entre os apoiantes de candidatos diferentes, que não se envereda pelo insulto ou pela injúria gratuita e sempre injustificada, chegando-se mesmo, felizmente em poucos casos, à agressão física, sendo a mais grave a que põe termo a uma vida, como aconteceu em Ermelo, concelho de Mondim de Basto. Este trágico incidente é o mais grave dos últimos anos. Mas todos os comportamentos que resvalam para a violência física ou, mesmo, verbal são de lamentar e não contribuem para uma sadia vivência da democracia, nem dignificam a região. Em democracia devem-se impor a força dos argumentos e não os argumentos da força. Para além destes episódios esporádicos, ainda que graves, de desentendimentos entre os apoiantes de diferentes candidaturas, há danos que perduram nas nossas comunidades muito para lá do acto eleitoral. Muitas das nossas aldeias ficam irremediavelmente marcadas pelo processo eleitoral. São diferenças políticas que degeneram em divisões profundas. São diferentes perspectivas, sobre o governo da aldeia ou do município, que se transformam em ódios figadais. São traços indeléveis que perduram durante muitos anos. Seria bom que as nossas populações se habituassem a discutir diferentes projectos de governação, sem que isso afectasse as relações pessoais e tornasse impossível a vida nas nossas aldeias. São inúmeros os pastores das pequenas comunidades transmontanas, que se lamentam pelos ventos de desunião e discórdia lançados por uma campanha eleitoral ou uma disputa mais renhida na candidatura a uma autarquia. Às vezes passam anos a edificar a união e a sadia convivência entre os paroquianos para em, apenas, quinze dias de campanha eleitoral tudo se esboroar. Uma outra pecha das nossas campanhas eleitorais é a compra de votos com o recurso a todos os meios, mesmo os mais condenáveis. Não é raro, os brindes oferecidos de porta em porta, deixarem de ser a esferográfica ou o avental para se transformarem no electrodoméstico, no bilhete para o espectáculo de um cantor famoso ou mesmo na bicicleta de passeio. Disseram-me que se chegam a oferecer materiais de construção, que foram comprados com o dinheiro de todos nós, para fazer obras em casas de particulares. Não quero acreditar que tal seja verdade. Às vezes também se acusam autarcas de lançar obras nas vésperas das eleições, como forma de convencer os indecisos. Também não quero acreditar que seja verdade. A serem verdade, são comportamentos lamentáveis, que devem ser condenados e erradicados da nossa democracia. Ou então, como o voto é secreto, cada um aceitar esses “novos brindes”, mas votar em consciência no candidato com melhor perfil para governar a cidade, vila ou aldeia. Como se diz na expressão popular: “Comer o isco e …”. Assim, talvez os políticos aprendam a fazer política de outra forma mais séria."

Calado Rodrigues - Editorial, in Mensageiro Notícias