segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Respigámos...com a devida vénia!

Doze cidades portuguesas aderem a iniciativa para abolir pena capital

"Doze cidades portuguesas aderem hoje à iniciativa da Amnistia Internacional (AI) que pretende apelar à abolição da pena da morte. Coruche, Figueira da Foz, Lajes do Pico, Tavira, Torres Vedras, Santarém, Moita, Nelas, Paredes, Matosinhos, Odivelas e Setúbal iluminarão um pelourinho ou monumento de igual importância simbólica na iniciativa "Cidades para a vida - Cidades contra a pena de morte" da AI. Pedro Krupenski, da secção portuguesa da AI, disse à Lusa que o objectivo é "deixar claro que a pena de morte é um sinal do passado". "Portugal foi dos primeiros países a abolir a pena de morte no mundo e como tal tem responsabilidades acrescidas", afirmou.

O número de execuções tem vindo a diminuir no mundo, assim como tem aumentado o número de países que estão no caminho da abolição da pena de morte. Mas há países que estão a utilizar a pena de morte como punição para crimes aos quais tradicionalmente não se aplicava. O último relatório da AI diz que pelo menos 2390 pessoas foram executadas em 25 países e pelo menos 8864 foram condenadas à morte em 52 Estados em 2008. A AI refere também que 72 por cento das 2390 execuções foram na China. O único país na Europa que ainda aplica a pena capital é a Bielorrússia.

A iniciativa foi proposta em 2002 pela comunidade católica de Santo Egídio, em Roma, que a AI tem apoiado. Em 2008, aderiram quase mil cidades em todo o mundo". Lusa, in Público

Respigámos...com a devida Vénia!


ANMP vai a Congresso e deve reeleger Fernando Ruas

Cerca de mil autarcas dos 308 concelhos do país elegem sexta-feira e sábado, em Viseu, os dirigentes da associação representativa dos municípios, que deverá continuar a ser presidida pelo social-democrata Fernando Ruas.

O congresso é o órgão máximo da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e decorre de dois em dois anos, mas apenas de quatro em quatro elege corpos directivos, tendo em conta os resultados das eleições autárquicas. Reúne todos os presidentes de câmara, os presidentes da assembleia municipal e um dos presidentes de junta de cada um dos 308 municípios do país.

O actual presidente da ANMP, o social-democrata Fernando Ruas, autarca de Viseu, recebeu o apoio do seu partido para continuar à frente do conselho directivo do organismo. A escolha de um social-democrata para presidente do órgão que governa a ANMP está relacionada com a circunstância de o PSD ter sido o partido que venceu em mais autarquias no país após as eleições realizadas no passado dia 11 de Outubro.

O próximo órgão directivo da ANMP deverá ser constituído por oito autarcas sociais-democratas, oito socialistas e uma da CDU. Como segundo partido com mais autarquias, cabe ao PS escolher o presidente da mesa do congresso, cargo actualmente desempenhado pelo socialista Mário de Almeida, autarca de Vila do Conde e ex-presidente da ANMP.

Segundo a ANMP, este congresso servirá ainda para que os autarcas definam "as opções e questões políticas de fundo que irão nortear a sua acção dos próximos quatro anos". O lema do congresso é "Investir nas pessoas, desenvolver Portugal", porque o poder local pretende afirmar-se na procura de soluções para os problemas das pessoas, numa lógica de proximidade, refere a organização. Lusa, in Público

domingo, 29 de novembro de 2009

Com a devida vénia...Interessante!

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
AS ACÇÕES, AS INTENÇÕES E AS CONSEQUÊNCIAS



Semanário SOL de 27/11/09

"Nunca fiz parte do maioritário grupo de eleitores para os quais os eleitos agem sempre e deliberadamente no sentido de prejudicar os cidadãos, apenas pensando em manter o poder a todo o custo. Conheço um pouco alguns dos nossos autarcas. Sei que são pessoas sérias, educadas, atentas e bem intencionadas. Concedo que alguns possam agir mais em função da futura reeleição do que para prestar serviço aos munícipes. Em contrapartida, recuso liminarmente que possam alimentar sequer a ideia de ir de propósito contra os interesses do eleitorado local.
O que desde o início desta nossa democracia, que nos foi ofertada de bandeja, me parece estar a ocorrer com frequência, é que, ou os nossos representantes não conseguem alinhavar consequentes modelos de desenvolvimento, nitidamente por falta de ideias; ou vão tomando decisões sem se dar conta das suas previsíveis consequências nefastas.
Tomar constitui de resto, desde há anos a esta parte, um excelente exemplo de planos com sectores antagónicos uns em relação aos outros, sem que o membros do executivo ou da assembleia municipal disso se dêem conta. Pelo menos aparentemente. Para não recuar demasiado, o que tornaria este texto excessivamente longo, temos neste momento dois casos paradigmáticos -os arranjos junto ao convento e os moínhos da Levada.
Reconhecendo desde há tempos que um dos problemas do nosso comércio reside no facto de os turistas que vão ao convento não descerem à cidade em grande parte dos casos, fará algum sentido melhorar as condições de acolhimento e estacionamento lá em cima, sem cuidar previamente de arranjar soluções cá em baixo ? Na mesma linha, num período em que a autarquia vai ter de reduzir despesas e/ou aumentar receitas, como justificar um investimento de vários milhões de euros, que obviamente apenas vai originar ainda mais despesas futuras ?
Andava nestas considerações, buscando em vão uma resposta satisfatória para tais incoerências, quando me deparei com a ilustração acima. Afinal a nosso problema, e o de muitas outras terras por esse país fora, provém de uma das zonas do nosso cérebro, chamada "Giro cíngulo" (texto inferior do lado esquerdo). "É a área que processa a capacidade do ser humano de ter flexibilidade e adaptar-se às mudanças, influenciando o pensamento orientado para o futuro." Ora aí está ! Somos nitidamente sudesenvolvidos nessa área. Com pouca ou nenhuma flexibilidade, muito escassa adaptação às mudanças e nada orientados para o futuro. Pelo contrário. Estamos sempre convencidos de que o passado é que era bom.
Dirão os habituais cépticos que poderá não ser verdade, uma vez que consumimos, havendo por conseguinte um uso razoável dessa área cerebral. Trata-se de uma visão demasiado superficial. Se aprofundarmos um pouco, constatamos que se trata quase exclusivamente da trilogia alimentação/vestuário/calçado, o chamado consumo primário. Olhando ainda mais atentamente, chegaremos facilmente à conclusão que em termos de alimentação até estamos a consumir demasiado. Basta anotar a cada vez maior percentagem de obesos, satisfeitos ou não.
Sobre consumos mais elaborados, designadamente na área cultural, o melhor é ficarmos por aqui. Num país em que os jornais de maior circulação são os desportivos; num país onde todos os jornais de informação geral têm um suplemento desportivo, ou pelo menos uma secção; num país onde, em contrapartida, os jornais desportivos não incluem qualquer secção ou suplemento de informação geral; num país, enfim, em que as televisões... espantará assim tanto que os eleitos não tenham ideias operativas, que sejamos como somos e que estejamos como estamos ? A mim não ! Só não sei é quanto tempo vamos poder continuar a viver assim. E gostava tanto de saber !
Publicada por Sebastião Barros em 11/27/2009 09:42:00 PM 1 " in Tomar a dianteira

Respigámos...Com a devida Vénia!

Coisas Interessantes...para reflectir!!!

"domingo, 29 de Novembro de 2009

MENTIRA ROMÂNTICA E VERDADE ROMANCEADA

Nos anos setenta do século passado, um ensaio do filósofo René Girard, francês a residir e ensinar na Califórnia, fez algum "barulho" em França. Tinha por título "Mentira romântica e verdade romanceada". Ao longo de mais de 200 páginas o autor analisava algumas das grandes obras da literatura universal, de D. Quixote aos Irmãos Karamazov. Concluía, avançando dois aspectos fundamentais da literatura: 1 - Em todas as obras-primas a personagem principal arrepende-se sempre no fim; 2 - Cada autor literário tem inteira liberdade para compôr as personagens (mentira romântica), mas depois é sempre constrangido a escrever de acordo com a realidade, mesmo a ficcionada, em virtude da necessidade de verosimilhança (verdade romanceada), para que haja coerência.
Lembrei-me disto durante uma recente troca de impressões com um autarca da região, de quem sou amigo há muitos anos. Não interessa o seu nome, pois não se trata de acusar. Apenas de tentar levar a pensar, a encarar outras hipóteses, outras formas de actuação, outros caminhos com mais futuro.
Dizia-me ele que as coisas estão estruturadas de tal forma, que praticamente forçam os responsáveis autárquicos a empolar as receitas. De outro modo, nunca viriam a ter capacidade legal para candidatar os projectos mais importantes. Nunca haveria "cabimentação orçamental", para usar o jargão autárquico. Temos portanto que praticamente todos os autarcas mentem, e sabem que mentem, em prol do futuro concelhio. É a mentira romântica. Que esteve na origem da queda da União Soviética e dos regimes dos países dela dependentes. (E segundo parece a China vai pelo mesmo caminho. Uma vez que os responsáveis pelos diferentes sectores nacionais e regionais são avaliados em função dos resultados conseguidos, já há casos de quatro auto-estradas paralelas, podendo todos os resultados estatísticos reflectir apenas a vontade do partido comunista e não a realidade económica).
Neste momento, de acordo com as melhores fontes, a dívida total da autarquia tomarense estará entre os 38 e os 39 milhões de euros, números redondos. Os cidadãos ouvem ou lêem isto e passam adiante, ou limitam-se a encolher os ombros. Contudo, se escrevermos que 39 milhões de euros representam uma dívida de um pouco mais de mil euros por cada eleitor; se acrescentarmos que um em cada três eleitores não paga impostos; se esclarecermos que as despesas permanentes da autarquia têm tendência para aumentar fortemente, enquanto os eleitores, e logo as receitas, têm tendência a diminuir fortemente, as coisas mudam de figura. É a verdade romanceada.
Entre mentira romântica e verdade romanceada, é meu entendimento que, mais tarde ou mais cedo, os nossos autarcas e todos os outros vão ter de regressar à verdade societal, à ordem inicial das coisas, à hoje desdenhada "contabilidade de merceeiro". Serão mesmo obrigados a isso. Por Lisboa ou por Bruxelas. Ou por ambos. Veja-se o caso João Jardim, que já esperneia por todos os lados, em vão. O dinheiro não estica.
A verdade societal e a ordem inicial das coisas implicavam que os fundos da União Europeia viriam ajudar-nos a realizar os nossos projectos de interesse comunitário, eventualmente "nas gavetas" por falta de recursos.
Com o tempo, foram alteradas as prioridades. Desde há anos que já não se trata de adjuvantes para projectos existentes, mas de projectos elaborados "em cima do joelho" e sobre-avaliados, para conseguir sacar os fundos europeus, que oficialmente apenas cobrem uma determinada percentagem do custo total, mas acabam pagando tudo, em virtude da tal sobre-avaliação. Bruxelas sabe isto, mas cala-se. Aguarda a sua hora.
Não espanta portanto que já haja em Portugal duas auto-estradas paralelas (A 1 e A 8), e que se encare já a construção de uma terceira ( IC 3)...ou a limpeza/lavagem da Janela do Capítulo e anexos a jacto de areia. O importante, para autarcas, empreiteiros e forças partidárias no poder, não são as obras nem a sua eventual utilidade social. O IMPORTANTE SÃO OS FUNDOS EUROPEUS, NESTE MOMENTO NO QREN, BEM COMO OS COMPROMISSOS QUE NÃO CONSTAM DE NENHUM DOCUMENTO. "Et pour cause...", diriam os franceses, que continuam a ser os pais da diplomacia.
Resta aos autarcas tomarenses (que com as asneiras dos outros passamos nós muito bem) arranjar coragem para encarar e aceitar a realidade local e nacional como ela é. O que implica encontrar maneira de aumentar as receitas e diminuir as despesas. Não é nada fácil, mas também não é impossível. Quanto mais tarde, pior maré !
Publicada por Sebastião Barros em 11/29/2009 08:10:00 AM" in blog, Tomar a Dianteira

Informação - Cidadãos - autarquias.org

Recebido por email...Interessante...

"A partir de 8 deste mês, está disponível a plataforma autarquias.org.
Com o autarquias.org os cidadãos podem alertar os municípios
para as mais variadas situações, desde de Lixos na via pública,
postes de iluminação que não o funcionam, buracos na via pública,
equipamento danificado, problemas nos abastecimentos, ou outros
tipos de problemas, que muitas das vezes as Câmaras Municipais
não tem conhecimento.

Os cidadãos podem acompanhar as respostas das autarquias aos
alertas apresentados por outros cidadãos, como também participarem
nesses mesmos alertas adicionando comentários.

O autarquias.org permite também a criação de debates por cidadãos
que pretendem discutir assuntos que lhes pareçam pertinentes com
outros cidadãos e com o próprio município ou questionar a autarquia
sobre um assunto do interesse de todo o município., como também
a abertura de petições.
Participe neste projecto.
www.autarquias.org "

"Olhe a vida através do para-brisas,
e não pelo retrovisor."

Independentes Carrazeda Primeiro no CASAL DE TRALHARIZ

1.º Secretário da AM de Carrazeda,Dr.Carlos Pires e esposa


Dra Olímpia Candeias, Vereadora, em conversa com companheiros do Movimento


oratório do Casal de Tralhariz


Cerca de uns 40 elementos do Movimento Independente Carrazeda Primeiro esteve ontem no Casal de Tralhariz.Foi uma noite de convívio.Reflectir no que foi e será o Movimento.O momento também serviu para conhecer alguns espaços do Casal de Tralhariz. Um espaço digno de uma visita. Cantos e recantos, mais a gastronomia. A abóbora adocicada e assada com carnes saborosas de vitela e Bísaro.Uma especialidade para além das rabanadas, qual manjar das deusas.
Parabéns a Pedro Coelho e esposa e João Coelho (pai) e esposa (mãe) pela forma como acolheram o Arauto de CA.
O Jantar esteve divinal regado por bons néctares dos Deuses. Um local de visita obrigatória...

Com a devida vénia fazemos eco aqui dum trabalho de Mário Cardoso publicado no Jornal O Pombal:

"Foi numa tarde quente e solarenga que eu e a Catarina Lima visitámos um novo espaço de Turismo de Habitação na aldeia de Tralhariz.
O Casal de Tralhariz como é denominada esta unidade, pertence
ao nosso conterrâneo João Coelho e ao seu filho Pedro Coelho. Adquirida em 2003, o Casal é composto por uma casa brasonada do século XVIII, pela casa do caseiro, lagar de azeite e alambique, por uma capela e uma vasta área de vinha e olival. Sofreu alterações profundas, para se tornar numa importante referência para o concelho e região na área do Turismo Rural.
Situada em plena zona Duriense com uma paisagem sem fim, ladeada de montes com socalcos, e um silêncio em que só o som da natureza se faz ouvir, este é sem dúvida o local ideal para quem queira descansar o corpo e o espírito em qualquer altura do ano.
…fomos então recebidos pelo João Coelho com a natural
simpatia e acolhimento que lhe é característico. Começou por nos mostrar os jardins que acolhem alguma arte contemporânea,
um antiquíssimo relógio solar, e uma generosa piscina.
Não faltam ali árvores de fruto tais como cerejeiras (que estavam carregadas delas, só foi pena estarem quentes…)
J.C. – Este relógio solar que tem um galo por cima serve também para nos avisar do tempo que está para vir, por exemplo
se o bico do galo estiver virado para sul é um aviso que vem chuva, e não falha.
As casas exteriores ou T0 eram as antigas casas dos machos,
dos porcos, das galinhas, patos, etc, que foram transformadas
em acolhedores estúdios onde se fundiu o antigo com o contemporâneo, denominadas: Cordovil, Verdeal e a Madural. (três tipos de oliveira). Todas estão equipadas com enormes LCD, com tv cabo, ar condicionado, e recuperador de calor, para as noites frias de Inverno, e quitchnet. Têm também uma vista privilegiada. A antiga casa dos caseiros, transformada num agradável T2, a Cobrançosa tem dois quartos, “mezzanine”, e sala.
Visitámos o antigo lagar do azeite construído em 1853, e o piso superior que será um espaço para servir casamentos, baptizados, congressos e outros eventos. O proprietário, João Coelho, lamentou o facto de não ter recebido qualquer apoio do IPPAR (Instituto Português Património Arquitectónico) e disse:
– “Não tivemos um cêntimo, um tostão, uma ajuda para converter este espaço num museu, saiu tudo do meu bolso.”
No piso inferior vemos o museu do azeite com máquinas antigas bem preservadas, tais como as paredes e o tecto. São dignos de ser visitados e apreciados!
“Do IPPAR é que não se recebeu nenhuma ajuda. Nem para o museu nem para restaurar a ermida do Bom Jesus”, continuou…
Quando entrámos na casa principal, que foi construída por volta do ano 1730, verificámos logo que esta foi uma das casas senhoriais mais importantes da região, não só pelo facto de ser brasonada mas pela sua dimensão, pelos móveis antigos e de
boa qualidade, que, agora, depois de restaurados mobilam todos
os “cantos da casa”. Também podemos observar, peças de artesanato em vidro e outros materiais, porcelanas asiáticas, do Brasil etc, que foram provavelmente trazidas como oferta de quem visitava o Casal.
Aqui moraram algumas das mais importantes famílias da região, inclusive dois governadores de Moçambique.
No piso superior, temos a sala da ala norte que faz ligação ao pátio onde pode ser servido o pequeno-almoço. Tem um requinte
urbano com lareira aquecer o ambiente.
Já na sala da ala sul os hóspedes têm à sua disposição uma biblioteca com livros centenários muito raros, e na mesma uma capela de arte barroca onde a família fazia as suas orações e até o pároco rezava a Missa. Da varanda avistam-se as vinhas que pertencem ao Casal.
J.C. – As vinhas nesta terra crescem muito depressa, porque a terra é muito xistosa, tem xisto puro, em dois anos a vinha cresceu e está feita e carregada de uvas. Tem as letras A e B.
Daqui também se avistam os montes do concelho de Alijó, S. J. da Pesqueira, Tabuaço…
Contígua á sala, estão os quartos, uma suite e quatro quartos.
A estes foram dados o nome de várias castas de uvas da região. A suite foi homenageada com a Touriga Nacional, que é uma das mais nobres castas portuguesas. Os outros quartos são, Roriz, Tinto-Cão, Amarela e Sousão, e têm uma particularidade
interessante, todos os tectos têm formas geométricas diferentes.
No piso de baixo, temos no centro, a sala Lilás que está muito bem decorada, a nosso ver. Do lado esquerdo existe a
sala de jantar, que tem um quadro original em xisto, onde podem
jantar dezasseis pessoas na mesma mesa. A ideia é dar um ambiente familiar. Os móveis desta sala têm mais de duzentos
anos.
J. C. – “Já aqui jantaram todos os Presidentes de Câmara
do distrito de Bragança de uma assentada só com excepção do Presidente da Câmara de Mirandela. Foi-lhes servido cabrito assado que é uma das especialidades do Casal. Todos gostaram, diziam que era tão saboroso como o que comem em casa. Aliás o Casal serve uma gastronomia
com pratos típicos da região, assim como também a doçaria.”
No lado direito da sala Lilás, temos a sala de jogos que tem uma componente mais polivalente, onde se pode “fazer sala”, jogar bilhar e outros…Tem também um LCD panorâmico na parede. Também podemos observar ali um jogo de luzes fantástico que sobressai nas pedras preservadas de um antigo lagar ali existente.
Já refastelados no sofá desta sala, a Drª Carmo, colaboradora
no Casal de Tralhariz, serviu-nos um refrescante sumo de limão acompanhado por uns deliciosos biscoitos caseiros.
Parabéns aos arquitectos que souberam evidenciar os pequenos detalhes tornando-os mais artísticos e à Sofia Coelho que com a sua subtileza artística deu um toque final na decoração
do Casal.
A família Coelho está de parabéns por ter concretizado este projecto ambicioso que tem todas as condições para ter sucesso
e muita prosperidade. São os meus votos e os votos da ARCPA."
Mário Cardoso, in O Pombal

Respigámos...com a devida vénia!

"Cristina Bernardes apresenta “Da Decadência à Regeneração” em Lamego

A Câmara Municipal de Lamego continua a apoiar activamente todas as manifestações culturais existentes no concelho, através, por exemplo, da promoção de um vasto conjunto de acções de divulgação de obras da autoria de personalidades locais e regionais e de livros que se debruçam sobre a realidade sócio-cultural da nossa região.
Neste sentido, o Salão Nobre dos Paços do Concelho foi, a 21 de
Novembro último, o palco escolhido para a apresentação pública da obra “Da Decadência à Regeneração – Jacinto e o Percurso de Auto-Descoberta em A Cidade e as Serras”, da autoria de Cristina Bernardes.
Perante uma sala repleta de amigos e familiares que se quiseram associar a este importante momento da sua vida, o livro, editado pela Papiro Editora, foi apresentado pelas professoras Lídia Valadares e Isilda Afonso.
Após uma breve intervenção proferida por Ana Lúcia Baptista, sub-directora do Colégio da Imaculada Conceição de Lamego, alguns alunos deste estabelecimento de ensino apresentaram uma dramatização de um excerto bem-humorado da obra “A Cidade e as Serras”, do escritor Eça de Queirós.
Nascida em 1973, na cidade de Lyon, Cristina Bernardes iniciou a sua formação académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde obteve a licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, variante Português/ Francês.
Em 2007, concluiu o Mestrado Interdisciplinar em Estudos Portugueses, com a apresentação da tese “Da Decadência à Regeneração: Jacinto e o Percurso de Auto-descoberta em A Cidade e as Serras”, agora apresentada na autarquia de Lamego.
No âmbito da sua formação académica, está a frequentar, desde Outubro de 2008, o doutoramento em Ciências da Educação, na área de Pedagogia Social, na Universidade Católica Portuguesa - Pólo de Viseu.

A nível profissional, Cristina Bernardes é, neste momento, Directora Pedagógica do Colégio da Imaculada Conceição, onde desempenha funções de administração e gestão pedagógica do ensino e da qualidade cultural.
Este estabelecimento de Educação é dedicado ao Pré-escolar, 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo do Ensino Básico.
Anteriormente, desempenhou as funções de professora em diversos estabelecimentos de ensino e de gerência em unidades comerciais.
Para além do livro agora apresentado, também é autora de artigos de opinião, sobre educação e literatura, publicados no Jornal do Douro e administradora dos blogues a Floresta das Leituras e Fascínio das Palavras!"in Notícias do Douro