quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Carrazeda no Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça

Transmontanos e Castelhanos juntam esforços

"Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial foi oficialmente constituído e integra municípios
da Terra Fria, da Terra Quente, do Douro Superior e dos congéneres de Zamora e Salamanca

Foi oficialmente constituído o
Agrupamento Europeu de Cooperação
Territorial – um organismo
que une Portugal e Espanha e
15 municípios da região transmontana
e da província de Zamora e
Salamanca. Através desta plataforma,
os municípios vão poder aceder
mais facilmente aos fundos comunitários,
unindo esforços para o
desenvolvimento dos dois territórios,
conforme apontou o autarca
brigantino Jorge Nunes.
“Para além da oportunidade de
utilizar fundos comunitários, é
também uma oportunidade para
desenvolver políticas próprias, de
âmbito local e regional, que podem
ser partilhadas em estratégias conjuntas,
tornando-as mais eficazes,
mesmo sem envelope financeiro”.
Os municípios pretender ainda
usar o Agrupamento para promover
fóruns para a reflexão sobre
as oportunidades e desafios da
região, bem como a promoção de
feiras conjuntas, a partilha de serviços
de proximidade, a criação de
uma rede de transportes públicos,
entre outros.
“As oportunidades são inúmeras.
Depende da capacidade dos actores
e da definição de algumas estratégias
comunitárias para a cooperação”,
apontou Jorge Nunes.
Os Agrupamentos Europeus são
um novo desafio lançado às regiões
de cada país, no âmbito da União
Europeia. São entidades com personalidade
jurídica que agregam
autoridades locais e regionais, de
um lado e de outro da fronteira,
e que pretendem desenvolver estratégias
conjuntas que permitam
o desenvolvimento comum, com
melhor proveito dos recursos.
O processo de constituição destes
Agrupamentos começa a dar
os primeiros passos na União
Europeia, sendo ainda bastante
reduzido o número destas entidades
prontas a entrar em funcionamento.
Na região, o processo assentou
num relacionamento de cooperação
já existente com os vizinhos
espanhóis, faltando apenas a formalização
e a personalidade jurídica
própria de uma instituição.
Em Março será realizada a primeira
reunião do Agrupamento
para delinear os primeiros pro-
Agrupamento entre municípios transmontanos e de Castela e Leão foi formalmente constituído no
dia 27 de Janeiro
jectos a apresentar à União Europeia.
Do Agrupamento Europeu
de Cooperação Transfronteiriça
fazem parte os municípios de
Bragança, Miranda do Douro,
Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Alfândega
da Fé, Carrazeda de Ansiães,
Macedo de Cavaleiros, Mirandela,
Vila Flor, Freixo de Espada
à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila
Nova de Foz Côa, o município de
Zamora, a Diputación de Zamora
e a Diputación de Salamanca.
Um vasto território, com cerca de
30 mil quilómetros quadrados (1,2
por cento do total da população
ibérica) e com uma taxa de 20 por
cento de idosos (mais de 65 anos),
em que o sector terciário representa
52 por cento do emprego, mas
está centrado nas cidades de Bragança,
Salamanca e Zamora."
Carla A. Gonçalves
Fonte:MN

Crise Sócio-Laboral

Bragança

Distrito em situação social crítica

União de Sindicatos apresentou objectivos para combater a crise sócio-laboral
Numa altura em que a “situação
sócio económica dos trabalhadores
da região se degrada e o desemprego
aumenta, 17 dirigentes de nove
sindicatos da CGTP-IN, com intervenção
no distrito de Bragança,
reuniram-se em Plenário, no passado
dia 28 de Janeiro, para discutir a
situação social e Plano de actividades
para 2010. O plenário da União
de Sindicatos de Bragança elaborou
diversas propostas com o objectivo
principal de tentar melhorar a
situação laboral dos trabalhadores
e combater o desemprego.
A União pretende promover em
Bragança, nos finais de Maio, um
encontro sindical transfronteiriço e
promover iniciativas ligadas às comemorações
do dia oito de Março,
Dia Internacional da Mulher.
Para além disso, decidiu dinamizar
a participação dos trabalhadores,
jovens, reformados e desempregados
do distrito em todas as iniciativas
nacionais promovidas pela
CGTP-IN. Visa também realizar
um debate sobre “Salários, Emprego
e Desemprego” no distrito. Os
Sindicatos querem também tomar
medidas organizativas junto dos
desempregados, dos jovens e dos
reformados, tentando criar núcleos
distritais do movimento dos trabalhadores
desempregados, da Inter-
Jovem e da Inter-Reformados.
A União decidiu, ainda, que haja
um maior envolvimento de todos
os sindicatos na intervenção, esclarecimento
e informação dos trabalhadores
de várias áreas.
O Plenário aponta para a necessidade
de ruptura com a política de
direita do PS, PSD e do CDS/PP
em relação ao Orçamento de Estado
de 2010, que vai ao encontro
da penalização dos trabalhadores,
dos reformados e dos mais jovens,
em benefício dos grandes grupos
económicos e financeiros. Também
condenou o acordo do PS/PSD/
CDS-PP que tem em vista a não
actualização dos salários dos trabalhadores
da Administração Pública,
medida que pretendem impor
como referência para os restantes
trabalhadores portugueses.
O Plenário de Sindicatos demonstrou
o seu apoio à Greve dos
Enfermeiros Portugueses e apelou
a uma grande participação dos
trabalhadores da Administração
Pública na Manifestação Nacional
marcada para o dia cinco de
Fevereiro.
Andreia Custódio
Fonte:MN

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rota das Amendoeiras vai ser mudada...

"A suspensão da circulação de comboios na Linha do Douro, entre Tua e Pocinho, obrigou a CP a alterar a sua Rota das Amendoeiras. A via afectada por queda de pedras já foi reparada mas só reabre no final de Março.

A partir de meados de Fevereiro e até finais de Março, vários concelhos de Douro Superior festejam a flor das amendoeiras, promovem feiras e programas de animação, atraindo milhares de visitantes, sobretudo, do litoral. Atenta a estes fluxos, a CP criou a Rota das Amendoeiras, há alguns anos, e disponibilizou vários comboios para ligar o Porto ao Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa, durante os fins-de-semana das festas.
O programa vai manter-se este ano mas vai ter alterações, pois as obras que decorrem na zona onde os pedregulhos destruíram a ferrovia, quilómetro 142,5, não vão terminar antes do final dos festejos.
Comboios especiais
Fonte oficial da CP adiantou ontem, ao JN, que a empresa vai realizar o programa da Rota das Amendoeiras "entre os dias 27 Fevereiro e 27 Março".
Revelou que "está prevista a realização de cinco comboios especiais no percurso Porto - Tua, e volta", e acrescentou ainda que, devido às restrições à circulação na Linha do Douro, "teve de ser suspensa a Rota B". Este percurso incluía os concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Meda, Penedono e Trancoso.
As outras duas Rotas seguidas habitualmente pela empresa mantêm-se, mas começam na estação de Foz-Tua e, como tal, tornam obrigatória a passagem pelo concelho de Carrazeda de Ansiães. A Rota A inclui ainda os municípios de Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa. A Rota C passa, para além de Moncorvo, por Alfandega da Fé e Mogadouro.
"É um pequeno acréscimo no percurso rodoviário que habitualmente se efectua e é a novidade de 2010", notou a fonte da CP.
Entretanto, a Refer definiu ontem o final de Março como a altura previsível para reabrir o troço Tua-Pocinho à circulação de comboios.
Via desobstruída
Neste momento, "a via já se encontra completamente desobstruída dos blocos de granito e os carris já foram recolocados", disse, ao JN, fonte oficial da Refer.
A mesma fonte acrescentou, no entanto, que a estabilização geotécnica de toda a área adjacente vai obrigar a que naquela zona, a cerca de três quilómetros da estação do Tua, "sejam impostas limitações à velocidade máxima das composições".
É que, apesar de estarem garantidas as condições de segurança para que os comboios voltem a passar naquele troço de 30 metros de ferrovia, o acentuado declive da área vai obrigar a Refer a passar a pente fino todas as rochas que possam vir a demonstrar alguma instabilidade.
A empresa prevê que as restrições possam ser "eliminadas no final de Setembro, com a conclusão da empreitada".
Até à reabertura da via continua a ser realizado serviço rodoviário de substituição, com autocarros ao serviço da CP.
As autarquias de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e de S. João da Pesqueira, manifestaram acordo quanto aos percursos definidos, bem como aos locais de paragem dos autocarros e respectivos horários."
Fonte: JN

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

No Diário de Bragança

Erasmus Lusófono

"Os alunos dos politécnicos portugueses vão poder passar a escolher Macau como destino de Erasmus. Foi assinado em Bragança um protocolo entre os institutos politécnicos e o homólogo macaense para iniciar a mobilidade entre alunos e docentes de ambos os países naquilo a que Sobrinho Teixeira, presidente do IPB e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, chamou de “Erasmus Lusófono”.

O programa de mobilidade vai permitir enviar alunos de Portugal para Macau e vice-versa, mas não só. Com esta iniciativa pretende-se ajudar a manter a Língua Portuguesa na China e chegar a uma das maiores comunidades portuguesas do sudeste asiático – Malaca, com cinco mil descendentes lusófonos.

Sobrinho Teixeira assinou ainda um protocolo para a qualificação das escolas portuguesas que ainda existem em Macau e para a disponibilização de docentes para a República Popular da China onde, segundo Lei Heong Iok, presidente do Politécnico de Macau, há grande vontade de aprender a Língua Portuguesa.

Desde há 30 anos que o ensino da Língua e Cultura Portuguesa estava praticamente extinto no território chinês. Mas, nos últimos três anos, o interesse parece ter renascido e, segundo Lei Heong Iok, já há 15 universidades chinesas, espalhadas geograficamente por todo o território, a leccionar o curso de Português.

Este “Erasmus Lusófono” é uma iniciativa pioneira que, ao contrário do conhecido programa de mobilidade europeia, não terá financiamento garantido. No entanto, Sobrinho Teixeira entende que, por vezes, “é necessário ir na frente e motivar os políticos para o que é a realidade e quais as necessidades”.


Parcerias para África

Os politécnicos querem ir mais longe para atingir os objectivos da internacionalização a que se propuseram, (no contrato de confiança estabelecido com o Governo), e assinaram já protocolos com a Caixa Geral de Depósitos para criar parcerias em África, nomeadamente nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP’s).

Pretende-se, assim, alargar o “Erasmus Lusófono” também a África e criar mestrados e gabinetes de empreendedorismo nos PALOP’s. A Caixa Geral de Depósitos vai financiar a afirmação do sistema politécnico nestes países e, em contrapartida, o sistema politécnico português compromete-se a arranjar parcerias em África com esta instituição financeira.

A qualificação dos estudantes do espaço lusófono e dos quadros da Caixa Geral de Depósitos são outras das metas estabelecidas pelos politécnicos, que pretendem lançar dois mestrados dentro da área financeira destinados aos PALOP’s.


Aposta no Ensino Agrário

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) reuniu ainda com os responsáveis de instituições do Brasil, de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe para estabelecer uma espécie de Associação de Ensino Agrário ao nível dos PALOP’s.

O IPB já há alguns anos que está a colaborar com o Instituto Politécnico do Kwanza Sul, em Angola, na formação de docentes e na transmissão de conhecimentos ao nível da agricultura tropical. Actualmente, Angola está a lançar-se num grande programa de incentivo agrícola e de incentivo florestal e o IPB quer dar o seu contributo, através da qualificação e do ensino, conforme explicou Sobrinho Teixeira.

“Há aqui um grande trabalho que podemos fazer na disponibilização de recursos, no intercâmbio e na transmissão dos conhecimentos ao nível da agricultura tropical. Queremos fazê-lo dentro do conceito de Lusofonia, acoplando também o Brasil”.

A experiência no Politécnico de Kwanza Sul tem-se revelado bastante positiva e proveitosa. Segundo Manuel Spínola, responsável desta instituição angolana, este ano começam a sair os primeiros graduados ao nível do bacharelato nas áreas de Agronomia, Zootecnia e Gestão Agrária.

A grande aspiração, segundo contou, é consolidar os cursos e qualificar o pessoal docente ao nível do mestrado e do doutoramento, bem como formar os funcionários administrativos e dotar o instituto de equipamentos laboratoriais.

A consolidação do ensino agrário é visto como um desafio numa altura em que várias províncias de Angola e dos PALOP’s começam a despontar para o desenvolvimento desta área.

Carla A. Gonçalves, Blogsapo

Eleições antecipadas???

"Bragança/Mirandela:

José Silvano acredita em eleições antecipadas e quer um líder forte do PSD

Tem de haver mais candidaturas à liderança nacional do PSD.

O desafio é lançado pelo novo presidente da comissão política distrital de Bragança daquele partido.

José Silvano tomou ontem posse e na cerimónia referiu que Pedro Passos Coelho não pode ser candidato único à presidência do Partido Social-Democrata.

“Deve haver outro candidato, porque entendo que o PSD podia fazer uma discussão e uma mobilização completamente diferente do que apenas com a candidatura de Pedro Passos Coelho. E isso está provado com o que aconteceu nesta distrital. Os militantes precisam de ser incentivados. O líder que ganhar tem de ser por acção e não por omissão.”

No dia 12 o PSD reúne-se em conselho nacional.

Para este encontro, a distrital de Bragança vai definir a sua posição na próxima semana, mas o presidente avança desde já que é favorável à realização de um congresso extraordinário.

“Só não vou dizer qual a posição da distrital de Bragança porque ainda não tive uma reunião para discutir isso, só no dia 8. A minha opinião pessoal é fazer tudo para que o partido tenha discussão interna e directas já. Dia 8 vamos tomar uma decisão em conjunto, mas para o Conselho Nacional. É que para o líder não pode haver imposição de órgãos, porque as eleições são directas.”

José Silvano diz ainda que o Governo socialista não vai cumprir os quatro anos de mandato.

“Pelo que vejo em termos de orçamento e actuação governamental, acho que no prazo de dois anos pode haver eleições. A minha opinião é que o mais certo é haver eleições legislativas antecipadas.”

Por isso entende que desta vez o PSD tem de “acertar” no líder para vencer as próximas eleições legislativas."
Fonte: Brigantia

domingo, 31 de janeiro de 2010

Boa semana!

jms

Para todos os leitores de o Arauto de CA, desejamos uma boa semana...a lua anda por aí e o Carnaval está à porta.Mandem-nos notícias das vossas terras, videos, fotos...contamos com cada leitor!


SOS....Cá com Lá e é Pena!!!


Donaciano Dujo, en tierras de Arroyo,

con la falda sur de Parquesol al fondo. :: G. VILLAMIL

CASTILLA Y LEÓN

«Los pueblos pequeños van a desaparecer»

31.01.10 - 01:34 - SONIA ANDRINO - VALLADOLID.

- Critica «la demagogia» de muchos políticos «que no ayudaron al campo cuando debieron».

Donaciano Dujo Presidente de Asaja en Castilla y León

«Sobre muchos pueblos poco se puede actuar; no tienen vida. Pero sí sobre las personas»
«La ministra de Medio Ambiente no nos defiende ni dentro ni fuera de España»

"Camino del ecuador del liderazgo regional en el sindicalismo agrario, el presidente de Asaja, Donaciano Dujo, asegura que desde que se celebraron las elecciones a Cámaras Agrarias hasta el día de hoy ha «peleado y trabajado por la agricultura y la ganadería» de la comunidad. Aunque pudiera parecer, «por la cantidad de problemas que tenemos», que no se ha trabajado durante este tiempo, Dujo insiste en que la situación en el campo sería «mucho peor» sin las organizaciones agrarias. «Solo el mero hecho de ser una voz reivindicativa, para que nuestros agricultores nos escuchen y metamos presión a los políticos, ya es una buena labor». El trabajo más inmediato es el de participar en el debate sobre el futuro de la Política Agraria Comunitaria (PAC) que caduca en 2013 y que, a juicio de Dujo, tiene mucho que cambiar.
-¿Cómo ha sido la política comunitaria en este tiempo?
-Llevamos mucho tiempo diciendo que la UE en materia de política agraria comunitaria ha perdido el norte. Nos están defendiendo los burócratas que son los que hacen los estudios, alguien que no pisa el terreno, que no tiene idea de lo que es la sociedad rural. No se está defendiendo una política emprendedora, empresarial y productiva como propone Asaja y además, se están haciendo concesiones a terceros países que a nosotros no se nos permite
-Por ejemplo…
-Pues mire, es conocido que Asaja defiende los productos trasgénicos como mejora de las condiciones económicas del sector, con todas las garantías sanitarias, etc. Bien, pues en Europa se produce la entrada de productos trasgéncios de países terceros (Estados Unidos; Canadá, etc), de carne para alimentación de las personas que han consumido esos productos y sin embargo en la UE no se permite la producción de productos transgénicos. Pero además, todos los problemas sanitarios que hemos tenido -vacas locas, problemas del girasol, enfermedades en la ganadería porcina, etc- siempre nos han llegado de fuera. Siempre nos perjudican. Y siempre nos ponemos a temblar cuando esto ocurre. Por eso digo que la UE lo que primero tiene que hacer es proteger la agricultura y la ganadería y hoy no lo está haciendo. Hoy somos moneda de cambio por otras materias industriales preferentes de esos países que mandan en la Unión Europea para abrir otros mercados a países subdesarrollados y que introduzcan materias agrícolas o ganaderas sin estos controles que a nosotros se nos exigen.
-¿Y esto cómo se puede corregir?
-Pues lo primero, no puede entrar ningún producto agroalimentario en la UE si no son con las mismas condiciones de producción, garantías sanitarias, control y calidad que los que se producen aquí. Y segundo, una cuestión vital, aún viniendo productos de este tipo, primero la preferencia comunitaria. Pero no solo en Europa, habría que hacerlo en España y en Castilla y León. Cualquiera en su propia casa lo que intenta es tener una buena economía y luego favorecer a los demás. Pues entonces, hagamos de nuestra casa la agricultura. Si no se potencia Castilla y León y no se potencia España, los excedentes de países terceros vendrán, pero también los de la UE.
-Entre otras razones, más de 200.000 agricultores salieron hace dos meses a la calle para protestar por este motivo. ¿Qué se ha visto desde entonces?
-Seguro que los agricultores y ganaderos me van a entender perfectamente cuando lean esto. Ha habido avances, no digo que no. Ha habido una gran manifestación, no solo del sector agrario sino también del sector servicios, y esto ha hecho moverse al presidente del Gobierno que instó a la ministra a que aquella tabla reivindicativa de las organizaciones agrarias se dialogue y se negocie durante el mes de enero para tener una posterior reunión en febrero y ver el resultado. Hasta ahí todo bien. Pero, ¿cuál es el problema?
-Eso, ¿cuál es el problema?
-Pues que lo mismo que en la agricultura, hay que labrar, preparar las tierras, ... ¡y esto no se ha hecho! Tenemos una ministra desaparecida, que no ha cuidado de la agricultura y la ganadería para nada y, por lo tanto, hemos tenido que salir a la calle, obligarle al presidente a reunirse con nosotros, para que se nos atienda. Cuando no están las cosas preparadas es imposible llegar a algo. Y eso ocurre con este Gobierno de Zapatero. No hay una interlocución estable. Esta ministra no nos defiende ni dentro ni fuera de España. Y no debemos olvidar que la agricultura y la ganadería tienen como misión alimentar a la sociedad, y con esto tendría que valer. Pero además, entre el sector agrícola y ganadero y el sector servicios ligado a ellos, en regiones como ésta somos el 25% del PIB y el 25% del empleo en la comunidad. A parte de esto, el sector es el que mantiene el medio rural y, aunque les pese a los ecologistas de salón, de ciudad, somos los que mantenemos el medio ambiente y cuidamos lo que hay en el territorio rural.
Sin demagogias
-Y en ese terreno, le pregunto: ¿Desarrollo rural es agricultura y ganadería?
-¡Si eso lo dicen las propias cifras! El desarrollo rural en Castilla y León no solo es agricultura y ganadería, hay más cosas. Pero sin agricultura y ganadería no hay desarrollo rural. ¿Qué quiero decir con esto?. Pues que la agricultura y la ganadería son los cimientos económicos y sociales y del desarrollo rural de esta región, y por supuesto con estos cimientos se construye la casa. No obstante, hay mucho trabajo por hacer. De todos es conocido que la agricultura y la ganadería no pueden dar el empleo ni la riqueza de toda una región en el medio rural. Y cuando digo que hay mucho por hacer, lo que digo es que nuestros productos agrícolas y ganaderos a través de un sistema cooperativo fuerte y una industria agroalimentaria fuerte y dinámica tienen que transformar lo que los agricultores y ganaderos producen en Castilla y León para conseguir trabajo y condiciones sociales para que haya vida. Ahora, voy a decir más. Se acabó la demagogia de muchos políticos y mucha gente en el medio rural.
-¿A qué se refiere?
-Pues a que hay muchos pueblos desgraciadamente en los que cualquier medida llega tarde porque una política activa para los pueblos se tendría que haber hecho en los años setenta y ochenta. Pero ahí se incentivó la inmigración a las ciudades, los polígonos industriales y se abandonó por completo la actividad económica y social y la mejora de las condiciones de vida en el medio rural. Hay pueblos que ya no tienen solución alguna. Sus habitantes son nuestros padres, nuestros abuelos, gente mayor que ya no tienen otra posibilidad. No perdamos la oportunidad de que en las cabeceras de comarca que hoy sí tienen vida todavía y posibilidades ocurra lo mismo que ha ocurrido con estos pueblos y para ello hay que poner las mismas condiciones de vida que tienen las ciudades para las personas que allí viven.
-¿Y qué pasaría con el resto de los pueblos pequeños?
-A los pueblos pequeños se llega tarde y, desgraciadamente, van a desaparecer. Cada vez que vemos el censo en Castilla y León vemos que más pueblos van perdiendo población y si no actuamos en las cabeceras de comarca las va a pasar lo mismo que a esos pueblos pequeños. Hay que ser claros, no utilizar la demagogia ni esperar el voto. Yo tengo la conciencia muy tranquila y como no tengo que ir a pedir votos para las elecciones, sino que defiendo la agricultura y la ganadería, quiero lo mejor para ellos. Por eso pido que no se pierda la oportunidad que todavía tenemos de mejorar las condiciones de vida en las comarcas. A los pueblos ya se llega tarde. Y todo lo que se incentive a las grandes urbes es en detrimento de las comarcas. Desliguemos un poco la población urbana y pasémosla al medio rural a través de las comarcas.
-Y en pueblos de 30 vecinos…
-Pues allí lo mejor que se puede hacer es actuar sobre las personas. Y que los vecinos que viven allí tengan las mejores condiciones de vida y que se les garantice, cueste lo que cueste, que los años de vida que les queden allí y que ellos han decidido, tengan a su alcance las mejores condiciones sanitarias, de ocio, de escuela si hay algún niño pequeño, etc. Que los servicios que necesiten se les garanticen, cueste lo que cueste. Pero en el pueblo ya poco se puede actuar porque no tiene vida. Actuemos sobre las personas."