"Rua da
República
Muitos evocaram as lições desoladoras
da primeira República, nomeadamente
em relação à Igreja.
Mas também há muitos traumas
clericais lembrados apenas de bens
e privilégios perdidos
A República desceu à rua. Ou
todas as crónicas do reino vão dar
à Rua da República. Já compreendemos
que não falta quem dela se
apodere para dizer tudo o que já
pensava. Já não me lembro bem dos
que mal se lembravam daquele 5
de Outubro de 1910 - como muitos,
hoje, do 25 de Abril têm uma
imagem ténue. Lembro-me dum
velhote que dizia não se tratar de
nenhum regime mas apenas de
uma forma de estarem contra a
monarquia, a Igreja e a tradição.
Havia manifestos, pasquins, comícios.
Factos houve, como as comemorações
da morte de Camões e o
ultimato inglês, que foram aquecendo
os ânimos para a estocada
final na monarquia. Que, também
se acrescenta, andava de péssima
saúde e deixou saudades a muito
poucos. São as turbulências da
história.
A República, um facto, muitas
leituras. Mas um acontecimento
que marcou a nossa história do
século XX e não nos é indiferente
cem anos depois. Dá-se agora uma
espécie de correria para cada corrente
de leitura chegar primeiro
à interpretação ortodoxa que defenderá
como única e definitiva.
Muitas vezes trabalhando a história
à sua maneira e encaixando-a
na ideologia já instalada. Assim,
não haverá interpretação dos factos,
mas o seu tratamento voltado
para uma direcção pré-definida.
Distorcida e estreita.
Do todo, algumas notas irão marcar
as comemorações com alguns
slogans que já estão, em trova, no
vento: a lídima república contra a
obscura monarquia; a revolta contra
o conformismo do irremediável; o
laicismo iluminado contra a Igreja
retrógrada; a liberdade contra todas
as opressões. E muitos ficarão
por aqui, esquecendo atrocidades
e roubos que em nome da liberdade
se fizeram, os erros políticos, de
palmatória que levaram o país a
cair benignamente nos braços do
28 de Maio.
Mas a história não se faz sem sobressaltos.
E importa por isso descobrir
as mudanças radicais que, a
bem ou a mal, se introduziram no
nosso país. Diríamos hoje simplesmente:
uma estrondosa mudança
cultural. Nos pós 25 de Abril muitos
evocaram as lições desoladoras da
primeira República, nomeadamente
em relação à Igreja. Mas também
há muitos traumas clericais lembrados
apenas de bens e privilégios
perdidos. Urge, por isso, uma grande
humildade e liberdade para ler
correctamente a história. E com
ela sempre aprender.
E actualizar uma lição para todos
nós, cidadãos, profissionais da política,
governantes e governados deste
decénio: o momento que vivemos,
nem monárquico nem republicano,
é de alguma ansiedade face a
muitos riscos que nos ameaçam
perante a Europa, o mundo e nós
próprios. O espectáculo do orçamento
de Estado, e da previsível
evolução da economia dão-nos a
imagem dos caminhos tortuosos que
temos a percorrer. Tão complexos
como os tempos que se seguiram à
implantação da República e ao 25
de Abril, com tantos escolhos na
área social, pedagógica, familiar,
institucional, religiosa, em clima
de insegurança, desemprego, com
números ínfimos de crescimento
económico, e a certeza triste duma
crise que - terá fim - mas deixará
pelo caminho muitas vítimas entre
as quais os próprios construtores
do futuro que são os jovens.
É bom celebrar a história. Desde
que se procure compreendê-la e
aprender as lições que nos deixa. Seria
muito bom celebrar a República
de forma a mobilizar-nos com mais
uma dura lição da história. "
António Rego,
Agência Ecclesia
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Maravilhas Naturais de Trás-os-Montes
"Os "maravilhosos" candidatos
Região com um total de 19 candidaturas às "7 Maravilhas Naturais de Portugal"
Depois das Maravilhas do Mundo,
de Portugal e das Maravilhas
de Origem Portuguesa no Mundo,
chegou a vez de eleger as “7 Maravilhas
Naturais de Portugal”. A
concurso encontram-se 323 candidaturas
e Vila Real assume-se
como um dos distritos com mais
candidatas, ao levar a concurso
dez maravilhas naturais. O distrito
de Bragança apresentou nove, a
maioria candidaturas do concelho
de Freixo de Espada à Cinta, com
um total de seis.
As categorias são as zonas protegidas,
aquáticas não-marinhas, marinhas,
as praias e falésias, os grandes
relevos, as florestas e matas e ainda
as grutas e cavernas.
No distrito de Bragança foram
seleccionadas as candidaturas do
miradouro do Penedo Durão, Arribas
do Douro das Escavadas ao
Carrascalinho, o Candedo, a Fraga
do Gato, o Cavalinho de Mazouco
e Muro da Abalona, apresentadas
pelo município de Freixo de Espada
à Cinta.
Macedo de Cavaleiros apresentou
a Albufeira do Azibo e Vinhais o
Parque Natural de Montesinho. Foi
ainda apresentada uma candidatura
multiconcelhos para o Douro Internacional
e Vale do Douro, ambas
seleccionadas para serem “Maravilha
Natural de Portugal”. Estas candidaturas
estão distribuídas pelas
várias categorias.
O Parque Natural do Alvão, espalhado
pelos concelhos de Vila Real
e Mondim de Basto, as Fisgas de
Ermelo, no concelho mondinense,
também vão a concurso, tal como
o Rio Poio, em Ribeira de Pena, e
São Leonardo de Galafura, em Peso
da Régua.
A Queda de Água “Cai d’Alto”, no
município ribeira-penense, e o Rio
Douro, em Peso da Régua, a Serra
do Larouco, em Montalegre, a Pedra
Bolideira, em Chaves, as Encostas
do Lugar da Veiga da Cumieira,
em Santa Marta de Penaguião, e o
Monte Sra. da Graça, em Mondim
de Basto, são as restantes candidaturas
neste distrito.
A próxima fase do projecto consiste
na criação de um painel de 77
especialistas, para chegar a uma lista
de 77 locais naturais pré-finalistas.
Posteriormente, 21 “personalidades”
do nosso país irão escolher as
21 Maravilhas finalistas que serão
apresentadas para votação pública a
7 de Março de 2010. Na lista final,
têm que estar presentes, no mínimo,
um candidato de cada região do
País. A decisão final caberá ao público
português que será o júri e no dia
sete de Setembro serão divulgados
os resultados das “7 Maravilhas Naturais
de Portugal”. É, portanto, o
“público” destes concursos, “o mesmo
que “elegeu” Salazar, provavelmente,
e elege o “ídolo pop”, que irá
escolher “As Maravilhas”, que são
sete, segundo o Mundo Antigo.
O evento conta com a organização
da New 7 Wonders Portugal
em parceria institucional com o
Ministério do Ambiente, Instituto
da Conservação da Natureza e da
Biodiversidade (ICNB), Liga para
a Protecção do Ambiente (LPN),
Quercus, GEOTA e National Geographic
Portugal, entidades que,
com esta eleição, muito vão contribuir
para a divulgação do património
natural português.
Sara Carvalho/
Ana Preto
Fonte:Mensageiro Notícias
Região com um total de 19 candidaturas às "7 Maravilhas Naturais de Portugal"
Depois das Maravilhas do Mundo,
de Portugal e das Maravilhas
de Origem Portuguesa no Mundo,
chegou a vez de eleger as “7 Maravilhas
Naturais de Portugal”. A
concurso encontram-se 323 candidaturas
e Vila Real assume-se
como um dos distritos com mais
candidatas, ao levar a concurso
dez maravilhas naturais. O distrito
de Bragança apresentou nove, a
maioria candidaturas do concelho
de Freixo de Espada à Cinta, com
um total de seis.
As categorias são as zonas protegidas,
aquáticas não-marinhas, marinhas,
as praias e falésias, os grandes
relevos, as florestas e matas e ainda
as grutas e cavernas.
No distrito de Bragança foram
seleccionadas as candidaturas do
miradouro do Penedo Durão, Arribas
do Douro das Escavadas ao
Carrascalinho, o Candedo, a Fraga
do Gato, o Cavalinho de Mazouco
e Muro da Abalona, apresentadas
pelo município de Freixo de Espada
à Cinta.
Macedo de Cavaleiros apresentou
a Albufeira do Azibo e Vinhais o
Parque Natural de Montesinho. Foi
ainda apresentada uma candidatura
multiconcelhos para o Douro Internacional
e Vale do Douro, ambas
seleccionadas para serem “Maravilha
Natural de Portugal”. Estas candidaturas
estão distribuídas pelas
várias categorias.
O Parque Natural do Alvão, espalhado
pelos concelhos de Vila Real
e Mondim de Basto, as Fisgas de
Ermelo, no concelho mondinense,
também vão a concurso, tal como
o Rio Poio, em Ribeira de Pena, e
São Leonardo de Galafura, em Peso
da Régua.
A Queda de Água “Cai d’Alto”, no
município ribeira-penense, e o Rio
Douro, em Peso da Régua, a Serra
do Larouco, em Montalegre, a Pedra
Bolideira, em Chaves, as Encostas
do Lugar da Veiga da Cumieira,
em Santa Marta de Penaguião, e o
Monte Sra. da Graça, em Mondim
de Basto, são as restantes candidaturas
neste distrito.
A próxima fase do projecto consiste
na criação de um painel de 77
especialistas, para chegar a uma lista
de 77 locais naturais pré-finalistas.
Posteriormente, 21 “personalidades”
do nosso país irão escolher as
21 Maravilhas finalistas que serão
apresentadas para votação pública a
7 de Março de 2010. Na lista final,
têm que estar presentes, no mínimo,
um candidato de cada região do
País. A decisão final caberá ao público
português que será o júri e no dia
sete de Setembro serão divulgados
os resultados das “7 Maravilhas Naturais
de Portugal”. É, portanto, o
“público” destes concursos, “o mesmo
que “elegeu” Salazar, provavelmente,
e elege o “ídolo pop”, que irá
escolher “As Maravilhas”, que são
sete, segundo o Mundo Antigo.
O evento conta com a organização
da New 7 Wonders Portugal
em parceria institucional com o
Ministério do Ambiente, Instituto
da Conservação da Natureza e da
Biodiversidade (ICNB), Liga para
a Protecção do Ambiente (LPN),
Quercus, GEOTA e National Geographic
Portugal, entidades que,
com esta eleição, muito vão contribuir
para a divulgação do património
natural português.
Sara Carvalho/
Ana Preto
Fonte:Mensageiro Notícias
Carrazeda no Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça
Transmontanos e Castelhanos juntam esforços
"Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial foi oficialmente constituído e integra municípios
da Terra Fria, da Terra Quente, do Douro Superior e dos congéneres de Zamora e Salamanca
"Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial foi oficialmente constituído e integra municípios
da Terra Fria, da Terra Quente, do Douro Superior e dos congéneres de Zamora e Salamanca
Foi oficialmente constituído o
Agrupamento Europeu de Cooperação
Territorial – um organismo
que une Portugal e Espanha e
15 municípios da região transmontana
e da província de Zamora e
Salamanca. Através desta plataforma,
os municípios vão poder aceder
mais facilmente aos fundos comunitários,
unindo esforços para o
desenvolvimento dos dois territórios,
conforme apontou o autarca
brigantino Jorge Nunes.
“Para além da oportunidade de
utilizar fundos comunitários, é
também uma oportunidade para
desenvolver políticas próprias, de
âmbito local e regional, que podem
ser partilhadas em estratégias conjuntas,
tornando-as mais eficazes,
mesmo sem envelope financeiro”.
Os municípios pretender ainda
usar o Agrupamento para promover
fóruns para a reflexão sobre
as oportunidades e desafios da
região, bem como a promoção de
feiras conjuntas, a partilha de serviços
de proximidade, a criação de
uma rede de transportes públicos,
entre outros.
“As oportunidades são inúmeras.
Depende da capacidade dos actores
e da definição de algumas estratégias
comunitárias para a cooperação”,
apontou Jorge Nunes.
Os Agrupamentos Europeus são
um novo desafio lançado às regiões
de cada país, no âmbito da União
Europeia. São entidades com personalidade
jurídica que agregam
autoridades locais e regionais, de
um lado e de outro da fronteira,
e que pretendem desenvolver estratégias
conjuntas que permitam
o desenvolvimento comum, com
melhor proveito dos recursos.
O processo de constituição destes
Agrupamentos começa a dar
os primeiros passos na União
Europeia, sendo ainda bastante
reduzido o número destas entidades
prontas a entrar em funcionamento.
Na região, o processo assentou
num relacionamento de cooperação
já existente com os vizinhos
espanhóis, faltando apenas a formalização
e a personalidade jurídica
própria de uma instituição.
Em Março será realizada a primeira
reunião do Agrupamento
para delinear os primeiros pro-
Agrupamento entre municípios transmontanos e de Castela e Leão foi formalmente constituído no
dia 27 de Janeiro
jectos a apresentar à União Europeia.
Do Agrupamento Europeu
de Cooperação Transfronteiriça
fazem parte os municípios de
Bragança, Miranda do Douro,
Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Alfândega
da Fé, Carrazeda de Ansiães,
Macedo de Cavaleiros, Mirandela,
Vila Flor, Freixo de Espada
à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila
Nova de Foz Côa, o município de
Zamora, a Diputación de Zamora
e a Diputación de Salamanca.
Um vasto território, com cerca de
30 mil quilómetros quadrados (1,2
por cento do total da população
ibérica) e com uma taxa de 20 por
cento de idosos (mais de 65 anos),
em que o sector terciário representa
52 por cento do emprego, mas
está centrado nas cidades de Bragança,
Salamanca e Zamora."
Carla A. Gonçalves
Fonte:MN
Crise Sócio-Laboral
Bragança
Distrito em situação social crítica
União de Sindicatos apresentou objectivos para combater a crise sócio-laboral
Numa altura em que a “situação
sócio económica dos trabalhadores
da região se degrada e o desemprego
aumenta, 17 dirigentes de nove
sindicatos da CGTP-IN, com intervenção
no distrito de Bragança,
reuniram-se em Plenário, no passado
dia 28 de Janeiro, para discutir a
situação social e Plano de actividades
para 2010. O plenário da União
de Sindicatos de Bragança elaborou
diversas propostas com o objectivo
principal de tentar melhorar a
situação laboral dos trabalhadores
e combater o desemprego.
A União pretende promover em
Bragança, nos finais de Maio, um
encontro sindical transfronteiriço e
promover iniciativas ligadas às comemorações
do dia oito de Março,
Dia Internacional da Mulher.
Para além disso, decidiu dinamizar
a participação dos trabalhadores,
jovens, reformados e desempregados
do distrito em todas as iniciativas
nacionais promovidas pela
CGTP-IN. Visa também realizar
um debate sobre “Salários, Emprego
e Desemprego” no distrito. Os
Sindicatos querem também tomar
medidas organizativas junto dos
desempregados, dos jovens e dos
reformados, tentando criar núcleos
distritais do movimento dos trabalhadores
desempregados, da Inter-
Jovem e da Inter-Reformados.
A União decidiu, ainda, que haja
um maior envolvimento de todos
os sindicatos na intervenção, esclarecimento
e informação dos trabalhadores
de várias áreas.
O Plenário aponta para a necessidade
de ruptura com a política de
direita do PS, PSD e do CDS/PP
em relação ao Orçamento de Estado
de 2010, que vai ao encontro
da penalização dos trabalhadores,
dos reformados e dos mais jovens,
em benefício dos grandes grupos
económicos e financeiros. Também
condenou o acordo do PS/PSD/
CDS-PP que tem em vista a não
actualização dos salários dos trabalhadores
da Administração Pública,
medida que pretendem impor
como referência para os restantes
trabalhadores portugueses.
O Plenário de Sindicatos demonstrou
o seu apoio à Greve dos
Enfermeiros Portugueses e apelou
a uma grande participação dos
trabalhadores da Administração
Pública na Manifestação Nacional
marcada para o dia cinco de
Fevereiro.
Andreia Custódio
Fonte:MN
Distrito em situação social crítica
União de Sindicatos apresentou objectivos para combater a crise sócio-laboral
Numa altura em que a “situação
sócio económica dos trabalhadores
da região se degrada e o desemprego
aumenta, 17 dirigentes de nove
sindicatos da CGTP-IN, com intervenção
no distrito de Bragança,
reuniram-se em Plenário, no passado
dia 28 de Janeiro, para discutir a
situação social e Plano de actividades
para 2010. O plenário da União
de Sindicatos de Bragança elaborou
diversas propostas com o objectivo
principal de tentar melhorar a
situação laboral dos trabalhadores
e combater o desemprego.
A União pretende promover em
Bragança, nos finais de Maio, um
encontro sindical transfronteiriço e
promover iniciativas ligadas às comemorações
do dia oito de Março,
Dia Internacional da Mulher.
Para além disso, decidiu dinamizar
a participação dos trabalhadores,
jovens, reformados e desempregados
do distrito em todas as iniciativas
nacionais promovidas pela
CGTP-IN. Visa também realizar
um debate sobre “Salários, Emprego
e Desemprego” no distrito. Os
Sindicatos querem também tomar
medidas organizativas junto dos
desempregados, dos jovens e dos
reformados, tentando criar núcleos
distritais do movimento dos trabalhadores
desempregados, da Inter-
Jovem e da Inter-Reformados.
A União decidiu, ainda, que haja
um maior envolvimento de todos
os sindicatos na intervenção, esclarecimento
e informação dos trabalhadores
de várias áreas.
O Plenário aponta para a necessidade
de ruptura com a política de
direita do PS, PSD e do CDS/PP
em relação ao Orçamento de Estado
de 2010, que vai ao encontro
da penalização dos trabalhadores,
dos reformados e dos mais jovens,
em benefício dos grandes grupos
económicos e financeiros. Também
condenou o acordo do PS/PSD/
CDS-PP que tem em vista a não
actualização dos salários dos trabalhadores
da Administração Pública,
medida que pretendem impor
como referência para os restantes
trabalhadores portugueses.
O Plenário de Sindicatos demonstrou
o seu apoio à Greve dos
Enfermeiros Portugueses e apelou
a uma grande participação dos
trabalhadores da Administração
Pública na Manifestação Nacional
marcada para o dia cinco de
Fevereiro.
Andreia Custódio
Fonte:MN
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Rota das Amendoeiras vai ser mudada...
"A suspensão da circulação de comboios na Linha do Douro, entre Tua e Pocinho, obrigou a CP a alterar a sua Rota das Amendoeiras. A via afectada por queda de pedras já foi reparada mas só reabre no final de Março.
A partir de meados de Fevereiro e até finais de Março, vários concelhos de Douro Superior festejam a flor das amendoeiras, promovem feiras e programas de animação, atraindo milhares de visitantes, sobretudo, do litoral. Atenta a estes fluxos, a CP criou a Rota das Amendoeiras, há alguns anos, e disponibilizou vários comboios para ligar o Porto ao Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa, durante os fins-de-semana das festas.
O programa vai manter-se este ano mas vai ter alterações, pois as obras que decorrem na zona onde os pedregulhos destruíram a ferrovia, quilómetro 142,5, não vão terminar antes do final dos festejos.
Comboios especiais
Fonte oficial da CP adiantou ontem, ao JN, que a empresa vai realizar o programa da Rota das Amendoeiras "entre os dias 27 Fevereiro e 27 Março".
Revelou que "está prevista a realização de cinco comboios especiais no percurso Porto - Tua, e volta", e acrescentou ainda que, devido às restrições à circulação na Linha do Douro, "teve de ser suspensa a Rota B". Este percurso incluía os concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Meda, Penedono e Trancoso.
As outras duas Rotas seguidas habitualmente pela empresa mantêm-se, mas começam na estação de Foz-Tua e, como tal, tornam obrigatória a passagem pelo concelho de Carrazeda de Ansiães. A Rota A inclui ainda os municípios de Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa. A Rota C passa, para além de Moncorvo, por Alfandega da Fé e Mogadouro.
"É um pequeno acréscimo no percurso rodoviário que habitualmente se efectua e é a novidade de 2010", notou a fonte da CP.
Entretanto, a Refer definiu ontem o final de Março como a altura previsível para reabrir o troço Tua-Pocinho à circulação de comboios.
Via desobstruída
Neste momento, "a via já se encontra completamente desobstruída dos blocos de granito e os carris já foram recolocados", disse, ao JN, fonte oficial da Refer.
A mesma fonte acrescentou, no entanto, que a estabilização geotécnica de toda a área adjacente vai obrigar a que naquela zona, a cerca de três quilómetros da estação do Tua, "sejam impostas limitações à velocidade máxima das composições".
É que, apesar de estarem garantidas as condições de segurança para que os comboios voltem a passar naquele troço de 30 metros de ferrovia, o acentuado declive da área vai obrigar a Refer a passar a pente fino todas as rochas que possam vir a demonstrar alguma instabilidade.
A empresa prevê que as restrições possam ser "eliminadas no final de Setembro, com a conclusão da empreitada".
Até à reabertura da via continua a ser realizado serviço rodoviário de substituição, com autocarros ao serviço da CP.
As autarquias de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e de S. João da Pesqueira, manifestaram acordo quanto aos percursos definidos, bem como aos locais de paragem dos autocarros e respectivos horários."
Fonte: JN
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
No Diário de Bragança
Erasmus Lusófono
"Os alunos dos politécnicos portugueses vão poder passar a escolher Macau como destino de Erasmus. Foi assinado em Bragança um protocolo entre os institutos politécnicos e o homólogo macaense para iniciar a mobilidade entre alunos e docentes de ambos os países naquilo a que Sobrinho Teixeira, presidente do IPB e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, chamou de “Erasmus Lusófono”.
O programa de mobilidade vai permitir enviar alunos de Portugal para Macau e vice-versa, mas não só. Com esta iniciativa pretende-se ajudar a manter a Língua Portuguesa na China e chegar a uma das maiores comunidades portuguesas do sudeste asiático – Malaca, com cinco mil descendentes lusófonos.
Sobrinho Teixeira assinou ainda um protocolo para a qualificação das escolas portuguesas que ainda existem em Macau e para a disponibilização de docentes para a República Popular da China onde, segundo Lei Heong Iok, presidente do Politécnico de Macau, há grande vontade de aprender a Língua Portuguesa.
Desde há 30 anos que o ensino da Língua e Cultura Portuguesa estava praticamente extinto no território chinês. Mas, nos últimos três anos, o interesse parece ter renascido e, segundo Lei Heong Iok, já há 15 universidades chinesas, espalhadas geograficamente por todo o território, a leccionar o curso de Português.
Este “Erasmus Lusófono” é uma iniciativa pioneira que, ao contrário do conhecido programa de mobilidade europeia, não terá financiamento garantido. No entanto, Sobrinho Teixeira entende que, por vezes, “é necessário ir na frente e motivar os políticos para o que é a realidade e quais as necessidades”.
Parcerias para África
Os politécnicos querem ir mais longe para atingir os objectivos da internacionalização a que se propuseram, (no contrato de confiança estabelecido com o Governo), e assinaram já protocolos com a Caixa Geral de Depósitos para criar parcerias em África, nomeadamente nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP’s).
Pretende-se, assim, alargar o “Erasmus Lusófono” também a África e criar mestrados e gabinetes de empreendedorismo nos PALOP’s. A Caixa Geral de Depósitos vai financiar a afirmação do sistema politécnico nestes países e, em contrapartida, o sistema politécnico português compromete-se a arranjar parcerias em África com esta instituição financeira.
A qualificação dos estudantes do espaço lusófono e dos quadros da Caixa Geral de Depósitos são outras das metas estabelecidas pelos politécnicos, que pretendem lançar dois mestrados dentro da área financeira destinados aos PALOP’s.
Aposta no Ensino Agrário
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) reuniu ainda com os responsáveis de instituições do Brasil, de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe para estabelecer uma espécie de Associação de Ensino Agrário ao nível dos PALOP’s.
O IPB já há alguns anos que está a colaborar com o Instituto Politécnico do Kwanza Sul, em Angola, na formação de docentes e na transmissão de conhecimentos ao nível da agricultura tropical. Actualmente, Angola está a lançar-se num grande programa de incentivo agrícola e de incentivo florestal e o IPB quer dar o seu contributo, através da qualificação e do ensino, conforme explicou Sobrinho Teixeira.
“Há aqui um grande trabalho que podemos fazer na disponibilização de recursos, no intercâmbio e na transmissão dos conhecimentos ao nível da agricultura tropical. Queremos fazê-lo dentro do conceito de Lusofonia, acoplando também o Brasil”.
A experiência no Politécnico de Kwanza Sul tem-se revelado bastante positiva e proveitosa. Segundo Manuel Spínola, responsável desta instituição angolana, este ano começam a sair os primeiros graduados ao nível do bacharelato nas áreas de Agronomia, Zootecnia e Gestão Agrária.
A grande aspiração, segundo contou, é consolidar os cursos e qualificar o pessoal docente ao nível do mestrado e do doutoramento, bem como formar os funcionários administrativos e dotar o instituto de equipamentos laboratoriais.
A consolidação do ensino agrário é visto como um desafio numa altura em que várias províncias de Angola e dos PALOP’s começam a despontar para o desenvolvimento desta área.
Carla A. Gonçalves, Blogsapo
"Os alunos dos politécnicos portugueses vão poder passar a escolher Macau como destino de Erasmus. Foi assinado em Bragança um protocolo entre os institutos politécnicos e o homólogo macaense para iniciar a mobilidade entre alunos e docentes de ambos os países naquilo a que Sobrinho Teixeira, presidente do IPB e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, chamou de “Erasmus Lusófono”.
O programa de mobilidade vai permitir enviar alunos de Portugal para Macau e vice-versa, mas não só. Com esta iniciativa pretende-se ajudar a manter a Língua Portuguesa na China e chegar a uma das maiores comunidades portuguesas do sudeste asiático – Malaca, com cinco mil descendentes lusófonos.
Sobrinho Teixeira assinou ainda um protocolo para a qualificação das escolas portuguesas que ainda existem em Macau e para a disponibilização de docentes para a República Popular da China onde, segundo Lei Heong Iok, presidente do Politécnico de Macau, há grande vontade de aprender a Língua Portuguesa.
Desde há 30 anos que o ensino da Língua e Cultura Portuguesa estava praticamente extinto no território chinês. Mas, nos últimos três anos, o interesse parece ter renascido e, segundo Lei Heong Iok, já há 15 universidades chinesas, espalhadas geograficamente por todo o território, a leccionar o curso de Português.
Este “Erasmus Lusófono” é uma iniciativa pioneira que, ao contrário do conhecido programa de mobilidade europeia, não terá financiamento garantido. No entanto, Sobrinho Teixeira entende que, por vezes, “é necessário ir na frente e motivar os políticos para o que é a realidade e quais as necessidades”.
Parcerias para África
Os politécnicos querem ir mais longe para atingir os objectivos da internacionalização a que se propuseram, (no contrato de confiança estabelecido com o Governo), e assinaram já protocolos com a Caixa Geral de Depósitos para criar parcerias em África, nomeadamente nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP’s).
Pretende-se, assim, alargar o “Erasmus Lusófono” também a África e criar mestrados e gabinetes de empreendedorismo nos PALOP’s. A Caixa Geral de Depósitos vai financiar a afirmação do sistema politécnico nestes países e, em contrapartida, o sistema politécnico português compromete-se a arranjar parcerias em África com esta instituição financeira.
A qualificação dos estudantes do espaço lusófono e dos quadros da Caixa Geral de Depósitos são outras das metas estabelecidas pelos politécnicos, que pretendem lançar dois mestrados dentro da área financeira destinados aos PALOP’s.
Aposta no Ensino Agrário
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) reuniu ainda com os responsáveis de instituições do Brasil, de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe para estabelecer uma espécie de Associação de Ensino Agrário ao nível dos PALOP’s.
O IPB já há alguns anos que está a colaborar com o Instituto Politécnico do Kwanza Sul, em Angola, na formação de docentes e na transmissão de conhecimentos ao nível da agricultura tropical. Actualmente, Angola está a lançar-se num grande programa de incentivo agrícola e de incentivo florestal e o IPB quer dar o seu contributo, através da qualificação e do ensino, conforme explicou Sobrinho Teixeira.
“Há aqui um grande trabalho que podemos fazer na disponibilização de recursos, no intercâmbio e na transmissão dos conhecimentos ao nível da agricultura tropical. Queremos fazê-lo dentro do conceito de Lusofonia, acoplando também o Brasil”.
A experiência no Politécnico de Kwanza Sul tem-se revelado bastante positiva e proveitosa. Segundo Manuel Spínola, responsável desta instituição angolana, este ano começam a sair os primeiros graduados ao nível do bacharelato nas áreas de Agronomia, Zootecnia e Gestão Agrária.
A grande aspiração, segundo contou, é consolidar os cursos e qualificar o pessoal docente ao nível do mestrado e do doutoramento, bem como formar os funcionários administrativos e dotar o instituto de equipamentos laboratoriais.
A consolidação do ensino agrário é visto como um desafio numa altura em que várias províncias de Angola e dos PALOP’s começam a despontar para o desenvolvimento desta área.
Carla A. Gonçalves, Blogsapo
Eleições antecipadas???
"Bragança/Mirandela:
José Silvano acredita em eleições antecipadas e quer um líder forte do PSD
Tem de haver mais candidaturas à liderança nacional do PSD.
O desafio é lançado pelo novo presidente da comissão política distrital de Bragança daquele partido.
José Silvano tomou ontem posse e na cerimónia referiu que Pedro Passos Coelho não pode ser candidato único à presidência do Partido Social-Democrata.
“Deve haver outro candidato, porque entendo que o PSD podia fazer uma discussão e uma mobilização completamente diferente do que apenas com a candidatura de Pedro Passos Coelho. E isso está provado com o que aconteceu nesta distrital. Os militantes precisam de ser incentivados. O líder que ganhar tem de ser por acção e não por omissão.”
No dia 12 o PSD reúne-se em conselho nacional.
Para este encontro, a distrital de Bragança vai definir a sua posição na próxima semana, mas o presidente avança desde já que é favorável à realização de um congresso extraordinário.
“Só não vou dizer qual a posição da distrital de Bragança porque ainda não tive uma reunião para discutir isso, só no dia 8. A minha opinião pessoal é fazer tudo para que o partido tenha discussão interna e directas já. Dia 8 vamos tomar uma decisão em conjunto, mas para o Conselho Nacional. É que para o líder não pode haver imposição de órgãos, porque as eleições são directas.”
José Silvano diz ainda que o Governo socialista não vai cumprir os quatro anos de mandato.
“Pelo que vejo em termos de orçamento e actuação governamental, acho que no prazo de dois anos pode haver eleições. A minha opinião é que o mais certo é haver eleições legislativas antecipadas.”
Por isso entende que desta vez o PSD tem de “acertar” no líder para vencer as próximas eleições legislativas."
Fonte: Brigantia
José Silvano acredita em eleições antecipadas e quer um líder forte do PSD
Tem de haver mais candidaturas à liderança nacional do PSD.
O desafio é lançado pelo novo presidente da comissão política distrital de Bragança daquele partido.
José Silvano tomou ontem posse e na cerimónia referiu que Pedro Passos Coelho não pode ser candidato único à presidência do Partido Social-Democrata.
“Deve haver outro candidato, porque entendo que o PSD podia fazer uma discussão e uma mobilização completamente diferente do que apenas com a candidatura de Pedro Passos Coelho. E isso está provado com o que aconteceu nesta distrital. Os militantes precisam de ser incentivados. O líder que ganhar tem de ser por acção e não por omissão.”
No dia 12 o PSD reúne-se em conselho nacional.
Para este encontro, a distrital de Bragança vai definir a sua posição na próxima semana, mas o presidente avança desde já que é favorável à realização de um congresso extraordinário.
“Só não vou dizer qual a posição da distrital de Bragança porque ainda não tive uma reunião para discutir isso, só no dia 8. A minha opinião pessoal é fazer tudo para que o partido tenha discussão interna e directas já. Dia 8 vamos tomar uma decisão em conjunto, mas para o Conselho Nacional. É que para o líder não pode haver imposição de órgãos, porque as eleições são directas.”
José Silvano diz ainda que o Governo socialista não vai cumprir os quatro anos de mandato.
“Pelo que vejo em termos de orçamento e actuação governamental, acho que no prazo de dois anos pode haver eleições. A minha opinião é que o mais certo é haver eleições legislativas antecipadas.”
Por isso entende que desta vez o PSD tem de “acertar” no líder para vencer as próximas eleições legislativas."
Fonte: Brigantia
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