O desejo gera a procura...e os animais não escapam...e, por vezes, como a paixão, cega! jmssexta-feira, 30 de abril de 2010
XXIVª Feira de Artesanato e Feira das Cantarinhas 2010
Evento
Quando: 28.04.2010 - 03.05.2010
Título do Evento XXIVª Feira de Artesanato e Feira das Cantarinhas 2010
Onde: Bragança - Bragança
Categoria: Feiras & Certames
Descrição do evento:
A ACISB - Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança e a CMB - Câmara Municipal de Bragança, irão levar a cabo mais uma Feira das Cantarinhas e Feira de Artesanato. Assim e à semelhança dos anos anteriores, também este ano, haverá um variadíssimo leque de actividades e muita música para animar estes dias.
Trata-se da XXIV Feira de Artesanato a decorrer de 28 de Abril a 2 de Maio, na Praça da Sé, Rua Alexandre Herculano e Rua da República. A Feira das Cantarinhas irá decorrer na área envolvente ao Mercado Municipal, nos dias 1, 2 e 3 de Maio. A organização está a cargo da ACISB e da Câmara Municipal de Bragança.
PROGRAMA:
Dia 28 de Abril – Quarta-feira
10H30 - Abertura Oficial da XXIV FEIRA DE ARTESANATO
Local: Praça da Sé, Rua Alexandre Herculano e Rua da República
18H00 - Actuação dos alunos do Conservatório de Música – Gaita de Foles
Local: Zona da Feira de Artesanato
21H30 - Animação Musical com o Grupo de Música Popular “Terra Firme”
Local: Zona da Feira de Artesanato
24H00 - Encerramento da XXIV Feira de Artesanato
Dia 29 de Abril – Quinta-feira
10H30 - Abertura da XXIV Feira de Artesanato
Local: Praça da Sé, Rua Alexandre Herculano e Rua da República
18H00 - Animação Musical com a Tuna do Patronato
Local: Zona da Feira de Artesanato
21H30 - Animação Musical com o Grupo Popular dos Santos Mártires
Local: Zona da Feira de Artesanato
24H00 - Encerramento da XXIV Feira de Artesanato
Dia 30 de Abril – Sexta-feira
10H30 - Abertura da XXIV Feira de Artesanato
Local: Praça da Sé, Rua Alexandre Herculano e Rua da República
17H30 - Animação Musical com o Coral do Conservatório de Música de Bragança
Local: Zona da Feira de Artesanato
21H30 - Actuação da Tona Tuna - Tuna Feminina do IPB
Local: Zona da Feira de Artesanato
24H00 - Encerramento da XXIV Feira de Artesanato
Dia 1 de Maio – Sábado
09H00 - Abertura da Feira das Cantarinhas 2010
Local: Zona Envolvente ao Mercado Municipal
10H30 - Abertura da XXIV Feira de Artesanato
Local: Praça da Sé, Rua Alexandre Herculano e Rua da República
17H30 - Animação Musical com o Rancho Folclórico do Bairro da Mãe D’Água
Local: Zona da Feira de Artesanato
21H30 - Animação Musical com a Casa do Professor de Bragança
Local: Zona da Feira de Artesanato
24H00 - Encerramento da XXIV Feira de Artesanato e da Feira das Cantarinhas 2010
Dia 2 de Maio – Domingo
09H00 - Abertura da Feira das Cantarinhas 2010
Local: Zona Envolvente ao Mercado Municipal
10H30 - Abertura da XXIV Feira de Artesanato
Local: Praça da Sé, Rua Alexandre Herculano e Rua da República
15H00 - Luta de Touros
Organização: Associação de Criadores de Touros de Luta da Raça Mirandesa
Local: Campo do Trinta
17H30 - Arruada com a Banda de Música de Bragança
Local: Zona da Feira de Artesanato
18H30 - Animação Musical com a Tuna do Lar de S. Francisco
Local: Zona da Feira de Artesanato
20H30 - XI Milha das Cantarinhas – Avª. Sá Carneiro (Junto ao Teatro Municipal)
22H00 - Encerramento da XXIV Feira de Artesanato
24H00 - Encerramento da Feira das Cantarinhas 2010
Dia 3 de Maio – Segunda-feira
09H00 - Abertura da Feira das Cantarinhas 2010
Local: Zona Envolvente ao Mercado Municipal
24H00 - Encerramento da Feira das Cantarinhas 2010
Fonte:Rádio Brigantia
domingo, 25 de abril de 2010
Respigámos com a devida vénia, do JN.PT
Cavaco alerta para desigualdade social e casos de "riqueza imerecida"
12h13m
O Presidente da República alertou hoje, domingo, para a persistência de desigualdades sociais, sublinhando a existência de situações de privação ao lado de "casos de riqueza imerecida que nos chocam" e lembrando os rendimentos dos altos dirigentes de empresas. No discurso, Cavaco alertou, também, para as dúvidas sobre o futuro do país e exortou os portugueses a acreditar em si próprios.
"A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza de exclusão que são indignas da memória dos que fizeram a revolução de Abril", notou o chefe de Estado, numa intervenção na sessão solene na Assembleia da República que assinala a comemoração do XXXVI aniversário do 25 de Abril.
Lembrando que o 25 de Abril foi feito em "nome da liberdade" e de uma sociedade mais justa e solidária, Cavaco Silva reconheceu que é nessas áreas que "porventura" o balanço destas três décadas de democracia se revela "menos conseguido".
| foto ANDRE KOSTERS/LUSA |
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| Cavaco exortou os portugueses a acreditar em si próprios |
Contudo, frisou, "a sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam".
A este propósito, o Presidente da República recordou uma passagem da sua mensagem de Ano Novo em 2008, quando referiu que "sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e da necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores".
Reconhecendo que este seu alerta não foi "bem acolhido por alguns", Cavaco Silva disse não estar surpreendido que "agora sejam muitos os que se mostram indignados" com os prémios, salários e compensações que, segundo a comunicação social, são concedidos a gestores de empresas que beneficiam de situações vantajosas no mercado interno.
"As injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, quando combinados, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do país", sublinhou, insistindo que a "injustiça social cria sentimentos de revolta, sobretudo, quando lhe está associada a ideia de que não há justiça igual para todos".
Logo na abertura do seu discurso, Cavaco Silva lembrou "os filhos da madrugada" do dia 25 de Abril de 1974 que queriam "um país livre", mas também aqueles que sempre viveram em liberdade e que desconhecem o seu preço.
"São mais de três milhões os portugueses que não possuem qualquer recordação do que foi o 25 de Abril de 1974 porque, pura e simplesmente, não tinham nascido na altura.
Vêem a democracia como um dado adquirido", referiu, considerando que há "um dever de memória" para com essas pessoas.
"Devemos ensinar-lhes o que custou conquistar a liberdade e que a defesa da liberdade deve ser um princípio de acção para os agentes políticos e para todos os cidadãos", defendeu.
Cavaco alerta para dúvidas em relação ao futuro do país
O Presidente da República alertou para as dúvidas que se acumulam quanto ao futuro do país, exortando os portugueses a acreditar em si próprios e a aproveitar as oportunidades, como o mar e as indústrias criativas.
"Deixámos o império, abraçamos a democracia, escolhemos a Europa, alcançámos a moeda única, o Euro. Mas duvidamos de nós próprios. Os portugueses perguntam-se todos os dias: para onde é que estão a conduzir o país? Em nome de quê se fazem todos estes sacrifícios?", salientou o chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva, num discurso na sessão solene na Assembleia da República comemorativa do 25 de Abril de 1974.
A prova de que se "acumulam dúvidas quanto ao futuro do país", frisou, está no número de jovens que parte para o estrangeiro, entre os quais alguns dos "mais qualificados e promissores".
Mas, porque na maioria deles persiste o desejo de regressar, Portugal não deve desperdiçar esse "potencial", caso contrário, o país poderá transformar-se um "país periférico", defendeu.
Por isso, exortou o chefe de Estado, "não podemos perder tempo, porque a concorrência será implacável" e, quem ficar para trás, terá de fazer um enorme esforço de recuperação.
"No mundo actual, não esperemos que os outros nos ajudem se não acreditarmos em nós próprios, se formos incapazes de fazer aquilo que nos cabe fazer", acrescentou, sustentando que no dia de hoje, domingo, se celebra a esperança dos que acreditaram, sobretudo em si próprios.
"Sem ilusões nem falsas utopias, devemos acreditar porque temos razão para isso", enfatizou.
Fonte: Jornal de Notícias
Respigámos...com a devida Vénia, de La Opinión de Zamora
Romerías
El público, en muchos casos, pervierte el sentido original de las tradiciones

Hoy se celebra la romería de La Virgen de la Luz. Aunque el calendario romero ya se inauguró hace unas semanas, la primera gran romería de la temporada es la de Moveros, cuando los alistanos y muchos zamoranos de otras zonas de la provincia se juntan con los amigos portugueses para demostrar, una vez más, que las fronteras internacionales dejaron de existir hace mucho tiempo. No sé si me acercaré por los cerros de Moveros para ver el ambiente. Aunque la primavera y el buen tiempo invitan a pasar el día en la zona, el recuerdo que tengo de la última romería que presencié en vivo y en directo no me dejó precisamente un buen sabor de boca. ¿El motivo? El mismo que explica que cada vez me gusten menos las romerías y las fiestas populares: la afluencia masiva de público que asiste a los actos romeros trastorna y pervierte, en muchos casos, el sentido original de unas tradiciones que se fraguaron hace muchos años y que la inmensa mayoría de los asistentes no saben (o no sabemos, yo me incluyo) interpretar.
La romería de La Virgen de la Luz no es única. La Virgen de los Montes Negros, en Bretó de la Ribera, La Riberiña, en San Martín del Pedroso, La Virgen de Fátima, en Villarino de Manzanas y Petisqueira, Los Pendones, en Fariza, etc., son otros ejemplos muy significativos de romerías que, año tras año, atraen a más y más gente. ¿Cómo explicar la presencia tan numerosa a estos actos de gentes que, por ejemplo, no sienten ni viven en el medio rural durante el resto del año? ¿El «boom» de las romerías sería, como sostienen algunos expertos en estos temas, una expresión del renacimiento de la sociedad rural? Me temo que no. En el último Congreso Vasco de Sociología del pasado mes de febrero expuse que la supuesta revitalización de romerías y fiestas populares no es, ni más ni menos, que un ejemplo muy significativo del consumo desmedido de símbolos rurales que hace apenas dos o tres décadas eran ignorados y menospreciados por la inmensa mayoría de la población. La moda del turismo rural, que hoy se vende como rosquillas, sería otro ejemplo que demuestra lo que digo.
Pero no son los únicos. Fíjense que en las dos últimas décadas ha habido un florecimiento de otras expresiones culturales muy significativas: la rehabilitación del patrimonio rural (fuentes, molinos, almazaras, palomares), la agricultura ecológica y la demanda de productos alimentarios de alta calidad, la recuperación de faenas agrícolas de antaño (siega, trilla, matanza) en las fiestas de los pueblos o la atracción que ejercen los burros en el público infantil. Lo curioso es que estas manifestaciones se desarrollan al mismo tiempo que se producen dos fenómenos complementarios: muchos pueblos de la geografía provincial, regional y nacional siguen perdiendo población y, al mismo tiempo, en ellos cada vez encontramos menos personas ocupadas en actividades relacionadas con el sector primario. Esta aparente contradicción me lleva a sospechar que, más que hablar de renacimiento o revitalización de la cultura rural, estaríamos asistiendo a una nueva moda impuesta desde fuera que, como todas las modas, será efímera y pasajera. Pero tal vez me equivoque, lo cual celebraría con mucho gusto."
Fonte: laopiniondezamora.es
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Centenário da República
| "Celebrações do Centenário da República envolvem região |
| A Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho e o Museu do Douro organizam as “Comemorações do Centenário da República” com um programa ambicioso e único a nível nacional, desde logo pelo número de municípios envolvidos. O objectivo é homenagear... ...durienses e transmontanos relevantes no processo de implantação da República. No dia 5 de Outubro de 2010 comemoram-se os 100 anos da implantação da República em Portugal. A data vai ser assinalada um pouco por todo o país, mas na região do Douro e Trás-os-Montes, a Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho (ACCAC), em parceria com o Museu do Douro (MD), leva a cabo o projecto “Comemorações do Centenário da República - Republicanos Durienses e Transmontanos” que promete ter contornos singulares a nível nacional, dado o seu envolvimento regional. Fonte:Notícias de Vila Real |
Respigámos...com a devida vénia, do DN.PT Cartaz
MIRANDELA
"Mirandelês" regista palavras,
ditos e expressões
Um grupo de quatro habitantes de Mirandela
decidiu registar palavras, ditos
e expressões da sua terra
num livro a que deu o título de "Mirandelês"
e que se propõe ajudar a preservar
o falar típico desta zona transmontana.
A obra reúne 3600 palavras, algumas das quais já esquecidas ou rejeitadas pelo "eruditismo" citadino, mas que os autores da recolha garantem terem toda a "legitimidade" e não violarem o bem falar português.
A garantia é de Jorge Lage, um dos autores da pesquisa, coordenada por Jorge Golias e que teve ainda a participação de João Rocha e Hélder Rodrigues.
"Num tempo de globalização, em que tudo se vai tornando mais igual, inclusive o falar, foi intenção dos autores preservar esta memória imaterial, antes que a memória nos traia e se percam estas marcas identitárias na lonjura do tempo", esclarecem no prefácio.
O livro é apresentado a 24 de Abril, em Mirandela, e a sua consulta permitirá esclarecer a origem de algumas palavras como os "narros" que ao longo dos tempos alimentaram rivalidades entre as cidades de Bragança e Mirandela com os habitantes de cada uma a apelidarem-se mutuamente com este epíteto.
"Pejorativo" não restam dúvidas de que é, segundo Jorge Lage, que explica no livro que afinal os "narros" eram aqueles que tinham as profissões mais pobres, como os latoeiros, da periferia da cidade de Bragança, desprezados pelos citadinos.
Daí, chamar "narro" a alguém era um insulto.
O livro ajuda a compreender também a origem de nomes de largos de localidades como o dos "Tambarões", que era afinal uma fase do processo- a secagem das peles- na indústria dos curtumes.
Nas mais de trezentas páginas, com edição da Câmara de Mirandela, registam-se também as variantes do falar desta zona em que as pessoas substituíam os "ois" por "eis" e em vez de "bois" diziam "beis" e na tabuada dois vezes um era igual a "deis".
As modas citadinas foram anulando muito deste património imaterial que se vai também perdendo com os mais velhos.
Os autores do "Mirandelês" garantem, no entanto que ao contrário do que foi ditando o preconceito com a cultura do povo, em muitos casos a maneira de falar, ainda que pareça errada "tem o direito de ser".
Jorge Lage aponta o caso da forma como em alguns locais se usa o verbo "vir" dizendo, por exemplo, em vez de vieste, veniste.
Segundo disse, a etimologia (raiz) latina da palavra, o venir, "confere o direito a esta forma de falar do povo".
As explicações estão nas centenas de notas de rodapé do livro ilustrado também com algumas fotografias.
Nota: Parabéns aos autores e à autarquia de Mirandela

