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Fiéis aplaudem chegada de Bento XVI a Fátima
Fátima, Santarém, 12 maio (Lusa) - Milhares de fiéis na igreja da Santíssima Trindade aplaudiram a aterragem do papa Bento XVI em Fátima, acompanhada na igreja por dois ecrãs colocados na extremidade do altar.
A cerca de uma hora do início da missa da oração das vésperas, agendada para as 18:00, mais de metade da igreja da Santíssima Trindade encontrava-se já preenchida por fiéis, enquanto do lado de fora filas de peregrinos aguardavam ainda a respetiva entrada no espaço.
O silêncio no santuário de Fátima, por seu turno, foi interrompido quando o helicóptero que trouxe o papa a Fátima sobrevoou o santuários.
Ouviram-se palmas, as pessoas levantaram bandeiras e lenços e acenaram para o céu em direção do helicóptero.
PPF/JH/SYR.
*** Texto escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
fonte:MSN
Bento XVI pede "coragem e confiança" aos sacerdotes
Fátima, Santarém, 12 maio (Lusa) - O papa apelou hoje em Fátima à "fidelidade" dos sacerdotes à sua vocação, o que exige "coragem e confiança", pedindo "particular atenção" ao "esmorecimento dos ideias sacerdotais" ou a "atividades" discordantes do "que é próprio" para os padres.
Bento XVI falava na oração das vésperas na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, perante cerca de seis mil sacerdotes, diáconos, religiosos, seminaristas e agentes de pastoral, a quem pediu também espírito de entreajuda.
"A fidelidade à própria vocação exige coragem e confiança, mas o Senhor quer também que saibais unir as vossas forças; sede solícitos uns pelos outros, sustentando-vos fraternalmente", referiu o papa.
Ainda dirigindo-se aos sacerdotes, o líder católico sublinhou que "os momentos de oração e estudo em comum, de partilha das exigências da vida e trabalho sacerdotal são uma parte necessária" das suas vidas.
"Como é importante que vos ajudeis mutuamente por meio da oração e com conselhos e discernimentos úteis! Particular atenção vos devem merecer as situações de um certo esmorecimento dos ideais sacerdotais ou a dedicação a atividades que não concordem integralmente com o que é próprio de um ministro de Jesus Cristo. Então é hora de assumir, juntamente com o calor da fraternidade, a atitude firme do irmão que ajude seu irmão a manter-se de pé", acrescentou o papa.
Bento XVI destacou: "Há uma solidariedade profunda entre todos os membros do Corpo de Cristo: não é possível amá-Lo sem amar os seus irmãos".
"A principal preocupação de todo o cristão, nomeadamente da pessoa consagrada e do ministro do Altar, há de ser a fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor. A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo Sacerdote", disse.
Citando o seu antecessor, João Paulo II, o papa referiu: "Se o Baptismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contrassenso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial".
É necessária, acrescentou, "uma verdadeira intimidade com Cristo na oração, pois será a experiência forte e intensa do amor do Senhor que há de levar os sacerdotes e os consagrados a corresponderem ao seu amor de modo exclusivo e esponsal".
Bento XVI afirmou que "esta vida de especial consagração nasceu como memória evangélica para o povo de Deus".
"Muitos dos nossos irmãos vivem como se não houvesse um Além, sem se importar com a própria salvação eterna. Os homens são chamados a aderir ao conhecimento e ao amor de Deus, e a Igreja tem a missão de os ajudar nesta vocação", destacou.
Se "a conversão dos homens é graça", o papa lembrou que os religiosos são responsáveis "pelo anúncio da fé, e das suas exigências".
Referindo que "a vida dos sacerdotes é limitada", Bento XVI apelou aos padres para que cultivem "a inquietude por suscitar novas vocações sacerdotais entre os fiéis", através da "oração confiante e perseverante, o amor jubiloso à própria vocação e um dedicado trabalho de direção espiritual".
O papa agradeceu aos sacerdotes o seu testemunho "muitas vezes silencioso e nada fácil" e a sua "fidelidade ao Evangelho e à Igreja", regozijando-se pelo encontro "neste ideal 'cenáculo' de fé que é Fátima".
JH/PJA.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
Fonte:MSN
Bento XVI defendeu a "liberdade de culto" num tempo em que a fé "corre risco de apagar-se"
Fátima, Santarém, 12 mai (Lusa) - O papa Bento XVI defendeu hoje no Santuário de Fátima a necessidade de haver "liberdade de culto próprio" num momento em que, na sociedade atual, a fé "corre o perigo de apagar-se".
"No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo", afirmou Bento XVI, na meditação durante o rosário que marcou o início da procissão das velas, no Santuário de Fátima.
Na oração do rosário que antecede a missa no recinto do santuário, Bento XVI deu o exemplo da busca de uma Terra Prometida pelos judeus quando fugiram do Egipto, recordando que "o que aparece primeiro é sobretudo o direito à liberdade de adoração, à liberdade de um culto próprio".
Nessa busca feita pelos judeus, "não se trata simplesmente da posse dum pedaço de terreno ou dum território nacional que cada povo tem o direito de ter" mas essa mesma "terra é dada para que haja um lugar da obediência, para que exista um espaço aberto a Deus", afirmou Bento XVI.
O papa disse ainda que a prioridade das prioridades é tornar Deus presente no mundo, pedindo a Nossa Senhora de Fátima para interceder pela paz e concórdia dos povos.
Aos milhares de peregrinos que iluminavam com velas o santuário, o papa pediu-lhes que não tenham "medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé".
Elogiando o "mar de luz" que cobria o recinto, Bento XVI mostrou-se apreensivo com "os problemas do mundo" e "as preocupações e as esperanças" do tempo atual, colocando aos "aos pés de Nossa Senhora de Fátima" essas "dores da humanidade ferida".
"Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe querida, intercedei por nós" para que "todas as famílias dos povos, quer as que se distinguem pelo nome cristão quer as que ainda ignoram o seu salvador, vivam em paz e concórdia", exortou Bento XVI.
Esta foi a terceira alocução do papa em Fátima, onde chegou na tarde de hoje de Lisboa, cidade onde começou a viagem apostólica a Portugal, que termina no Porto sexta feira.
Antes da recitação do terço, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima ofereceu ao pontífice o primeiro exemplar do rosário oficial do Santuário de Fátima, manufaturado em ouro, justificando a oferta porque se trata do "mais expressivo atributo do peregrino de Nossa Senhora de Fátima".
Segundo o santuário, trata-se de um "metal nobre que não se altera e cuja cor evoca o sol, símbolo que a Igreja associa a Jesus", sendo que a sua figuração "integra a peça inspira-se no património artístico de Fátima".
SYR.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
Fonte:MSN