sábado, 15 de maio de 2010

Saudade...de Zedes e outras paragens!

Minha terra

Anibal Gonçalves

Minha terra
que encerras
tantas fontes!

Oh, Serra de Bornes
Qual Marão meditador,
quando te vejo
és meu canto embalador.
Rumo em direcção
ao nosso mundo.
Vejo a gente a labutar,
arados, enxadas, jeiras,
romarias, enrugados montes...

Oh, Trás-os-Montes,
terra rude e franca
que me encantas
e embebedas
e enrijeces com nevadas
minhas frontes!...

Poema de João Manuel Sampaio*, do livro "Rude (A)gosto no olhar". Edição da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, 2000.

Respigámos...na Blogosfera!

PENSAR DOS LEITORES.GRÉCIA E PORTUGAL

"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país caótico que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa da Europa - citam-se, a par, a Grécia e Portugal. Nós, porém, não possuímos como a Grécia, além de uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da Arte. Apenas nos ufamos do Sr. Lisboa, barítono, e do Sr. Vidal, lírico."

Eça de Queiroz, in "Uma Campanha Alegre", (1872) pág. 235, edição Livros do Brasil

Eça de Queiroz escreveu esta reflexão em Janeiro de 1872. Ou seja, passaram-se entretanto 138 anos e cinco meses. Reler, agora, as observações de Eça faz o país corar de vergonha. O diagnóstico, pela sua actualidade, é aterrador. A terapia, por seu lado, continua ausente. Portugal continua entretido a enganar-se a si próprio, praticando o desporto preferido das avestruzes - o de enterrar a cabeça na areia".

Mário Carvalho

Postado por josé alegre mesquita em 11:37, in pensar ansiaes

Respigámos...com a devida vénia!

"Professoras indignadas com livro infantil que as compara a vacas

Docentes criticam piada que surge em fase de ataques de alunos à sua autoridade




"sexta-feira, 14 de Maio de 2010

"Uma anedota destinada a crianças que compara o professor a uma vaca está a causar mal-estar junto da classe e até já levou docentes a queixarem-se à editora Civilização, responsável pelo livro infantil onde foi publicada (ver imagem). Os professores entendem que a piada surge na pior altura, precisamente quando sucedem casos de ataques de alunos à sua autoridade.

A editora já anunciou que vai retirar a anedota do livro 365 Piadas Novas, indicado para crianças a partir dos sete anos. "Recebemos duas ou três cartas de professores e como estamos a fazer uma nova impressão decidimos retirar essa anedota. Por isso, na nova edição já não aparece", adiantou ao DN a directora editorial da Civilização, Simona Cattabiani.

No entanto, este é um episódio que os professores dizem ser lamentável. "Da nossa parte só posso manifestar repúdio por essa piada", refere João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional da Educação (FNE). Já o professor Ramiro Marques, que foi o primeiro a denunciar publicamente o caso no seu blogue ProfBlog, vê a publicação da anedota como "uma falha de supervisão da editora". Apesar de desvalorizar o incidente, o professor admite que "a situação tem a sua gravidade". Até porque "há muitos alunos que chamam vacas às professoras. E esse é que é o problema", sublinha Ramiro Marques.

A intenção do autor é algo que os docentes querem ver esclarecido. O líder do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), Ílidio Trindade, defende que "é preciso saber se é pura invenção ou se o autor pretende ironicamente demonstrar o que será a forma como são vistos os professores pela sociedade". De qualquer modo, Ílidio Trindade entende que esta anedota "é uma vergonha".

Para Ramiro Marques, a anedota é levada ainda mais a sério devido às circunstâncias. "Veio numa altura má, porque os professores lidam com injúrias todos os dias e não conseguem travá-las. Os alunos desrespeitam-nos e os pais depois ainda os defendem", explica. O docente acrescenta que se o livro tivesse saído há seis anos ninguém ia levar a mal.

O autor do blogue conta que foram colegas da escola que lhe mostraram o livro com a anedota. Na sua opinião, este tipo de situações só acontece porque, em tempos, responsáveis, como secretários de Estado e directores regionais da Educação, puseram em causa a imagem dos professores. E claro que isto se reflecte no bem-estar e na motivação dos professores, alerta Ramiro Marques.

Quanto ao impacto que esta anedota pode ter nas crianças, o psicólogo Jorge Gravanita diz que cabe aos pais desvalorizar a situação. "É uma piada de mau gosto, mas os pais devem explicar o seu sentido", esclarece.

O livro está na 4.ª edição, o que significa que "já vendeu bastante", adianta Simona Cattabiani, da Civilização, que garante: "Não pensámos que pudesse ser ofensivo. A pensar assim todas as anedotas podiam ser entendidas como ofensivas.""

in DN Portugal, por ANA BELA FERREIRA, 14 de Maio de 2010


"Não tentemos branquear a coisa. O conteúdo é injurioso e de um enorme mau gosto, além de encerrar um profundo desrespeito pelos docentes, mais particularmente pelas mulheres, que constituem a maioria dos professores deste país.

Constato pelos muitos comentários deixados nos blogues de professores e também no Facebook que são as professoras a sentir muitíssimo mais este insulto como algo que as afecta na sua condição de docentes e cidadãs, do que aos seus colegas homens. Até certo ponto é compreensível, pois nenhum colega homem sabe o que é que uma mulher sente se for chamada de vaca.

Mas, a relativizarmos a importância deste episódio, estamos a aceitar tacitamente que se pode faltar ao respeito à figura da professora, o que infelizmente a sociedade parece já ter assumido como normal e corriqueiro.

Caros colegas: vocês são pais, filhos, irmãos e maridos de mulheres.
Experimentem imaginar o que sentiriam se um dia destes uma das mulheres da vossa vida entrasse em casa e vos confrontasse com o facto de ter sido insultada por um aluno ou aluna nos referidos termos...
O que fariam? Diriam para desconsiderar, que "era apenas uma anedota inocente"?

Deixamos passar coisas como esta, que são sementes de ervas daninhas na falta de ética, hoje numa editora, amanhã noutro contexto, e depois queixamo-nos que já não temos mão na má-educação e falta de respeito dos alunos e dos pais?

Espero que a Editora cumpra o que promete acima e retire mesmo a infeliz "anedota" na próxima edição do livro. Porém, até lá, os exemplares que ainda se encontram à venda continuarão a espalhar a lamentável ideologia de tratar as professoras como vacas.

E não me venham com a história de que a vaca até é um animal amistoso e simpático, como a coruja ou qualquer outro, porque toda a gente sabe o que é que em Portugal significa chamar vaca a uma mulher! Ora façam-me o favor de não nos tomarem por tolinhas ou ingénuas!

Publico aqui o e-mail enviado pela colega professora e blogger Olinda Gil, que concorda comigo:

Colegas

Enviei o seguinte mail à editora Civilização que nos insulta num livro de anedotas para crianças.
Espero que se indignem e mandem muitos mais mails a esta editora para que não continuem a gozar connosco.

info@civilizacao.pt

Ex.mos Senhores

Esqueceram-se de que os professores são as pessoas que mais compram livros neste país e que fazem com que os outros os comprem.
Uma editora que se chama "Civilização" e que trata assim os professores de um país não pode continuar a ser digna da minha preferência.
Num país onde a falta de autoridade dos professores é cada vez maior, em vez de termos as editoras do nosso lado no combate à iliteracia e desenvolvendo a civilização do povo, assistimos a este lamentável enxovalho.
Nunca mais comprarei livros da vossa editora e vou divulgar por todos os meus contactos este mail, para que saibam da minha indignação.

A professora

Olinda Gil

Actualização: O Forum EDUCAR já reagiu a esta publicação com um artigo, aqui: "Como é possível que se chegasse a isto?"

Publicada por Lelé Batita em Sexta-feira, Maio 14, 2010,in Blog Pérola de Cultura

Respigámos, com a devida Vénia!

"em destaque

José Eduardo Moniz

Avaliação contínua
A indignação é um direito

Acabou a mentira. Acabou a manipulação. Acabou a demagogia. A brutal dose de austeridade que agora se abate sobre os portugueses só surpreende os mais incautos, pois o estado de degradação das contas públicas há muito que prenunciava a inevitabilidade de medidas do género das que vamos todos ter de suportar. O discurso ilusionista do primeiro-ministro não tinha sustentação e desabou perante a inflexibilidade das orientações europeias.
Mais uma vez, os portugueses vão pagar a factura de políticas irrealistas que alimentaram um modelo económico ultrapassado, em que o Estado assume uma presença tentacular e um peso obsessivo. O duro choque que foi anunciado, se as coisas se mantiverem como até aqui, sem mudanças profundas que implicam coragem, frontalidade e, sobretudo, inovação, há-de ter reedições no futuro. O que mais assusta e apoquenta na situação actual é a ausência de clareza quanto ao que acontecerá a seguir e o receio de que a austeridade, afinal, não represente um meio para alguma coisa melhor, mas apenas um período de transição para... nova e inevitável austeridade. Como se o nosso modelo de desenvolvimento se resumisse a isso, dada a total incapacidade para refundar a actividade económica. No fundo, o que mais irrita é não se conseguir perceber se há esperança no final de um túnel que muitas gerações vêm percorrendo, sem hipótese de fuga. A percepção que se tem é que a criatividade dos políticos se resume a ir ao bolso do contribuinte cada vez que os problemas apertam. Isto não é vida e muito menos oferece futuro.

Esta semana veio mesmo a calhar. Entre o mar de gente que invadiu as ruas com os festejos do Benfica e as multidões que se mobilizaram em torno da visita do Papa, criou-se um ambiente de anestesia relativa que permitiu o lançamento público do saque fiscal e do pacote de restrições que há-de condicionar, atrofiar e desiludir ainda mais os portugueses nos próximos dois anos. Não é preciso ser muito esperto para prever que a acalmia e a passividade darão lugar à indignação. José Sócrates sabe que, na hora da verdade, será penalizado. Não quererá, na queda, ir sozinho. Pedro Passos Coelho, compelido a apoiar a austeridade e por tal percepcionado como cúmplice, poderá ser arrastado. E de nada lhe servirão os pedidos de desculpa aos cidadãos e contribuintes, por muito que os repita e apregoe, se não arrepiar caminho. De promessas está o País farto. Sobretudo, das não cumpridas. (...)"
In Correio da Manhã

Respigámos..na Blogosfera!

Nas escolas Microsoft e Governo preparam líderes inovadores

por HELDER ROBALO 08 Maio 2010, in DN

Formação.

50 directores são desafiados a identificar áreas de melhoria de 'performance'

Identificar as áreas de melhoria de performance das escolas com a criação e implementação de um plano de mudança, promover a inovação nos estabelecimentos de ensino e o contacto e intercâmbio com as empresas são alguns desafios feitos a meia centena de directores de escola e agrupamentos do ensino não superior público.

O programa Líderes Inovadores para as Escolas, uma parceria entre a Microsoft Portugal e o Ministério da Educação, pretende ainda preparar os directores das escolas do Ensino Básico e Secundário para os novos desafios colocados no exercício das suas funções face ao novo enquadramento legal do modelo de gestão das escolas.

Segundo José Manuel Canavarro, coordenador científico do projecto, "os directores de escola têm de elaborar um plano de melhoria do estabelecimento de ensino". A estes 50 directores juntam-se ainda "líderes de empresas, que vão ajudar os responsáveis das escolas" a implementar os planos, frisa o coordenador científico.

Que confirma a participação de mais de duas dezenas de líderes de empresas como a EDP, CTT, Bri- sa, Montepio, Merck, BES, Sumol/Compal, Millennium, Zon, Montepio, CIP, Parpública, ISA, Grupo Quintas, NDrive, BluePharma, entre outras. "São cerca de 25 líderes que vão acompanhar duas escolas cada um", refere José Manuel Canavarro.

O coordenador científico do projecto, que ontem teve o seu primeiro workshop, salienta o sucesso desta iniciativa até pelo número de candidatos às 50 vagas. "Com promoção feita basicamente através do Portal das Escolas, entre as 1200 unidades de ensino surgiram cerca de 300 candidatos", salienta José Manuel Canavarro.

"Quando as pessoas estão interessadas em mudar e melhorar as coisas é natural que depois apareçam nestas iniciativas", adiantou o antigo secretário de Estado da Educação. Que realça também a prontidão com que muitos dos líderes empresariais aderiram à iniciativa. "Nós contactamos directamente as pessoas e foi surpreendente a sua rápida adesão", disse.

Nos próximos meses, com um programa que tem previsto um total de 150 horas de várias modalidades de formação - workshops, conferências, formação online, debates e trabalhos autónomos -, procura-se incutir maior responsabilização e proactividade aos profissionais da educação, com uma mudança organizacional.

Entre os especialistas convidados para participar nos painéis a decorrer até final do mês figuram nomes como o de Roberto Carneiro, ex-ministro da Educação, Jorge Adelino Costa, professor da Universidade de Aveiro, Manuel José Damásio da Universidade Lusófona e Natércio Afonso, coordenador do estudo do ministério sobre Aprendizagem na Educação.

Tomé Laranjinha, director do Agrupamento Vertical do Alandroal, aderiu de imediato a este projecto com o objectivo de "conseguir retirar algo de inovador para a escola". "Penso que posso melhorar por exemplo ao nível da planificação a longo prazo", frisou. Defendendo que "a iniciativa devia ser alargada a todos os directores de escola e agrupamento".

Com o projecto a decorrer até final do ano, José Manuel Canavarro deixa um desejo. "Esta pode ser uma forma de parceria entre escolas e empresas que pode superar o projecto e continuar depois dele", deseja o coordenador científico. Para Claudia Goya, directora-geral da Microsoft Portugal, "o programa Líderes Inovadores constitui uma aposta internacional da empresa num novo modelo formativo". "Esperamos que os seus resultados possam ser replicados a nível mundial", concluiu ainda.

Fonte:DN

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Respigámos...na Blogosfera!

UINTA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2010

JOSÉ SÓCRATES, O MUTANTE



"Garantiu que não subia impostos e subiu, prometeu não aumentar a carga fiscal da classe média e aumentou, anunciou que não desistia do TGV e desistiu. Em 2010, Sócrates, sofreu uma mutação. E perdeu a credibilidade."

in "Sábado", 11 de Março de 2010

PARA MEDITAR...

VIAGEM APOSTÓLICA A PORTUGAL NO 10º ANIVERSÁRIO DA BEATIFICAÇÃO DE JACINTA E FRANCISCO, PASTORINHOS DE FÁTIMA (11-14 DE MAIO DE 2010)
ATO DE CONFIANÇA E CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI

Igreja da Santíssima Trindade - Fátima Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Mãe Imaculada, neste lugar de graça, convocados pelo amor do vosso Filho Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, nós, filhos no Filho e seus sacerdotes, consagramo-nos ao vosso Coração materno, para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.

Estamos cientes de que, sem Jesus, nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5) e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele, seremos para o mundo instrumentos de salvação.

Esposa do Espírito Santo, alcançai-nos o dom inestimável da transformação em Cristo. Com a mesma força do Espírito que, estendendo sobre Vós a sua sombra, Vos tornou Mãe do Salvador, ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho, nasça em nós também.

E assim possa a Igreja ser renovada por santos sacerdotes, transfigurados pela graça d'Aquele que faz novas todas as coisas.

Mãe de Misericórdia, foi o vosso Filho Jesus que nos chamou para nos tornarmos como Ele: luz do mundo e sal da terra (cf. Mt 5, 13-14).

Ajudai-nos, com a vossa poderosa intercessão, a não esmorecer nesta sublime vocação, nem ceder aos nossos egoísmos, às lisonjas do mundo e às sugestões do Maligno.

Preservai-nos com a vossa pureza, resguardai-nos com a vossa humildade e envolvei-nos com o vosso amor materno, que se reflecte em tantas almas que Vos são consagradas e se tornaram para nós verdadeiras mães espirituais.

Mãe da Igreja, nós, sacerdotes, queremos ser pastores que não se apascentam a si mesmos, mas se oferecem a Deus pelos irmãos, nisto mesmo encontrando a sua felicidade. Queremos, não só por palavras mas com a própria vida, repetir humildemente, dia após dia, o nosso « eis-me aqui».
Guiados por Vós, queremos ser Apóstolos da Misericórdia Divina, felizes por celebrar cada dia o Santo Sacrifício do Altar e oferecer a quantos no-lo peçam o sacramento da Reconciliação.
Advogada e Medianeira da graça, Vós que estais totalmente imersa na única mediação universal de Cristo, solicitai a Deus, para nós, um coração completamente renovado, que ame a Deus com todas as suas forças e sirva a humanidade como o fizestes Vós.
Repeti ao Senhor aquela vossa palavra eficaz: « não têm vinho » (Jo 2, 3), para que o Pai e o Filho derramem sobre nós, como que numa nova efusão, o Espírito Santo.
Cheio de enlevo e gratidão pela vossa contínua presença no meio de nós, em nome de todos os sacerdotes quero, também eu, exclamar: « Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).

Mãe nossa desde sempre, não Vos canseis de nos visitar, consolar, amparar. Vinde em nosso socorro e livrai-nos de todo o perigo que grava sobre nós. Com este acto de entrega e consagração, queremos acolher-Vos de modo mais profundo e radical, para sempre e totalmente, na nossa vida humana e sacerdotal.

Que a vossa presença faça reflorescer o deserto das nossas solidões e brilhar o sol sobre as nossas trevas, faça voltar a calma depois da tempestade, para que todo o homem veja a salvação do Senhor, que tem o nome e o rosto de Jesus, reflectida nos nossos corações, para sempre unidos ao vosso!
Assim seja!

Recebido por email