A vida de cão nem sempre é má...o cão do meu Primo António sei que é boa. Só espero que o mesmo não lhe acontença como aos outros, espero que este viva muitos anos para alegria de quem o vê e ouve....jmsterça-feira, 8 de junho de 2010
Vidas...
A vida de cão nem sempre é má...o cão do meu Primo António sei que é boa. Só espero que o mesmo não lhe acontença como aos outros, espero que este viva muitos anos para alegria de quem o vê e ouve....jmsRespigámos...
Opinião
Mais notícias do inferno
Por Paulo Ferreira
00h21m
Mais notícias do inferno
Por Paulo Ferreira
00h21m
"Nunca como agora foi tão tensa a relação entre governantes e governados. Numa altura em que os problemas são gigantes, esta dessintonia é, no mínimo, perigosa
Acabo de ler um texto que resulta da ida, em serviço, do meu colega Elmano Madail à Grécia. O trabalho dele será publicado numa das próximas edições da NS, revista que acompanha o JN e o DN nas edições de sábado. Ler o relato do Elmano tem, entre outras, uma virtude: percebemos claramente que ainda não chegamos ao ponto de ebulição em que os gregos estão, mas também é nítida a sensação de que não andamos longe desse indesejável lugar.
As palavras de Yoki Vrychea, dona do bar Bartesera, reproduzidas na reportagem, ajudam a entender a proximidade: na Grécia, já "ninguém acredita que o dinheiro que entrega ao Estado será bem gerido". Isto é: as medidas de austeridade impostas ao povo têm uma primeira causa - o passado irresponsavelmente despesista do Estado - que retira moralidade aos sacrifícios exigidos. Lá como cá.
Este pode muito bem ser o rastilho de uma futura liquefacção dos estados tal como hoje os conhecemos. Quando o muro de Berlim caiu, assistimos a um fenómeno de "complexidade crescente", nas palavras do professor Adriano Moreira: à medida que muitos países se organizavam em blocos, políticos e/ou económicos, verificou-se uma explosão de novos estados. Este movimento de sinais contrários embrenhou-se agora na economia: o pedido de sacrifícios aos governados choca de frente, e cada vez com maior intensidade, com a confiança que estes depositam nos seus governantes. Justamente porque "ninguém acredita que o dinheiro que entrega ao Estado será bem gerido".
Sim, podemos juntar aqui a conversa habitual: também nós, patriotas consumidores, estamos obrigados a alterar os nossos estilos de vida. É verdade. Parece-me, no entanto, que o problema já está bem para lá dessa óbvia constatação. Nunca como agora foi tão tensa a relação entre quem manda e quem é mandado. Numa altura em que os desafios são gigantes, esta dessintonia é perigosa, para dizer o mínimo.
A verdade é que as notícias não tendem a melhorar, de modo a baixar o nível desta pressão. A Hungria está perto da bancarrota. E o Governo alemão apresentou ontem o maior pacote de austeridade desde o fim da II Guerra Mundial. Objectivo: reduzir a despesa do Estado em 80 mil milhões de euros (metade daquilo que Portugal produz num ano inteiro) até 2014. É brutal.
Os cortes afectarão o rendimento mínimo garantido e os subsídios aos pais que ficam em casa a cuidar de crianças logo após a maternidade. Isto é: os direitos adquiridos - expressão tão querida a alguma da Esquerda portuguesa - levam um valente abanão.
São apenas mais notícias vindas do inferno..."
In:JN.PT
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Para animar...
Veja este video do MSN:
'Contraluz' (Tela - Santos & Pecadores)
http://video.pt.msn.com/watch/video/contraluz-tela-santos-and-pecadores/zvmlmxqn?from=email
'Contraluz' (Tela - Santos & Pecadores)
http://video.pt.msn.com/watch/video/contraluz-tela-santos-and-pecadores/zvmlmxqn?from=email
A Constituição na Lupa de Teixeira dos Santos
"Opinião
Manuel António Pina
Estado de excepção
00h30m
Um Estado de Direito caracteriza-se (ou caracterizava-se antes da fulgurante chegada do ministro Teixeira dos Santos à doutrina jurídico-política) pelo primado da lei. E pelo primado da Constituição sobre as leis comuns. Soube-se ontem porém que, no particular entendimento de Teixeira dos Santos do que seja um Estado de Direito, uma coisa em forma de assim chamada "desafio dos mercados" ou o que Teixeira dos Santos acha que é o "bem público", ou até as conveniências práticas dos serviços do seu ministério, estão acima das leis e da Constituição. A Constituição afirma solenemente que "ninguém pode ser obrigado a pagar impostos (...) que tenham natureza retroactiva"? Teixeira dos Santos puxa dos "mercados" e, em nome do "bem público", que entretanto definiu, e dos misteriosos "mercados", derroga, zás!, a Constituição. Até porque respeitar a Constituição e a lei daria trabalho ("implicaria duas liquidações do IRS"), o que é "impensável". Na verdade não é "impensável". As cadeias estão cheias de gente que pensa que é mais fácil (e temos que reconhecer que é) não cumprir a lei do que ter trabalho. "
In JN.PT
Manuel António Pina
Estado de excepção
00h30m
Um Estado de Direito caracteriza-se (ou caracterizava-se antes da fulgurante chegada do ministro Teixeira dos Santos à doutrina jurídico-política) pelo primado da lei. E pelo primado da Constituição sobre as leis comuns. Soube-se ontem porém que, no particular entendimento de Teixeira dos Santos do que seja um Estado de Direito, uma coisa em forma de assim chamada "desafio dos mercados" ou o que Teixeira dos Santos acha que é o "bem público", ou até as conveniências práticas dos serviços do seu ministério, estão acima das leis e da Constituição. A Constituição afirma solenemente que "ninguém pode ser obrigado a pagar impostos (...) que tenham natureza retroactiva"? Teixeira dos Santos puxa dos "mercados" e, em nome do "bem público", que entretanto definiu, e dos misteriosos "mercados", derroga, zás!, a Constituição. Até porque respeitar a Constituição e a lei daria trabalho ("implicaria duas liquidações do IRS"), o que é "impensável". Na verdade não é "impensável". As cadeias estão cheias de gente que pensa que é mais fácil (e temos que reconhecer que é) não cumprir a lei do que ter trabalho. "
In JN.PT
Respigámos....Génese do Fado!
"Onde é que o fado nasceu?
Investigação de 20 anos abre campo a novas teses
Ontem
Por ANA VITÓRIA
O fado descende directamente do romanceiro, o canto narrativo tradiconal , cuja origem remonta à Idade Média. É, pelo menos, a convicção do investigador José Alberto Sardinha, plasmada no livro "A origem do fado", resultado de 20 anos de investigação.
Em "A origem do fado", José Aberto Sardinha contraria tudo o que até hoje se escreveu sobre a matéria. Que a história da chamada canção de Lisboa sempre andou envolta em mistério e que o género terá sofrido influências do Brasil, de África e do Médio Oriente era o que até agora se sabia. Mas, na investigação de José Alberto Sardinha, todas estas teorias são postas de parte. Para o autor, o fado não é só de Lisboa porque, explica com ironia, "nunca existiu à entrada de Lisboa uma alfândega musical que determinasse que dali nem saía o fado nem entravam chulas e malhões. Para mim, o fado tem a sua génese no romanceiro tradicional".
O investigador defende ainda a ideia de que o fado não nasceu nas tabernas, mas, sim, na rua e nas feiras. "Há 35 anos que sou investigador da música de tradição oral no campo. E, como tal, o fado não ocupava as minhas preocupações. Também eu partia do preconceito que toda a gente tem de que o fado é uma canção de Lisboa e que, portanto, não tem nada a ver com o campo".
Apesar de tudo, sublinha, "nessas minhas investigações no terreno, ia gravando alguns fados bailados, que apareciam sempre. Claro que, na altura, levava isso sempre à conta de que seriam importações do campo em relação à cidade. Mas, o que é verdade é que sempre notei que havia um certo género poético musical muito semelhante ao fado, em termos melódicos e na própria entoação".
Rural versus urbano
O investigador explica que essas semelhanças entroncam no romanceiro tradicional. "O romanceiro tem a sua origem nas gestas em que se narravam histórias da guerra contra os mouros e que, a partir do século XVI, começou a contar histórias de amores e desamores de reis e de rainhas e que mais tarde, no século XVII, passou a contar histórias do dia a dia de gente simples. Todo esse reportório foi, durante séculos, cantado por músicos ambulantes, os jograis, e, posteriormente, pelos ceguinhos".
O ponto de viragem na investigação de José Alberto Sardinha aconteceu em 1988. "Um dia, depois de gravar uma velhota durante uma tarde inteira a cantar romanceiros, percebi que havia pontos de contacto com o fado. Voltei para casa, voltei a ouvir gravações antigas que fizera e pensei: "se substituirmos o conceito de semelhança pelo conceito de identidade, pode ser uma revolução. E, então, investiguei mais profundamente nos anos seguintes".
"Ao longo de 22 anos", conta José Alberto Sardinha, "comecei a direccionar a minha investigação na procura dos ceguinhos, na gravação do seu reportório, na gravação de romances e na busca da génese do fado. E é isso que dá origem a este volume, que é sutentado por quatro CDs. No fundo, o que defendo é que, do século XVI até princípios século XX, Lisboa comungava de um mesmo substracto cultural com as aldeias, vilas e cidades do resto do país. Isto é, havia uma realidade, uma prática e uma vivência musicais que eram comuns".
José Alberto Sardinha também avança outra teoria para a origem da palavra "fado". De acordo com o investigador, a palavra, ao nível popular, tem o sentido de vida. "Portanto", defende, "o fado chama-se fado porque conta histórias".
Fonte:JN.PT
Investigação de 20 anos abre campo a novas teses
Ontem
Por ANA VITÓRIA
O fado descende directamente do romanceiro, o canto narrativo tradiconal , cuja origem remonta à Idade Média. É, pelo menos, a convicção do investigador José Alberto Sardinha, plasmada no livro "A origem do fado", resultado de 20 anos de investigação.
Em "A origem do fado", José Aberto Sardinha contraria tudo o que até hoje se escreveu sobre a matéria. Que a história da chamada canção de Lisboa sempre andou envolta em mistério e que o género terá sofrido influências do Brasil, de África e do Médio Oriente era o que até agora se sabia. Mas, na investigação de José Alberto Sardinha, todas estas teorias são postas de parte. Para o autor, o fado não é só de Lisboa porque, explica com ironia, "nunca existiu à entrada de Lisboa uma alfândega musical que determinasse que dali nem saía o fado nem entravam chulas e malhões. Para mim, o fado tem a sua génese no romanceiro tradicional".
O investigador defende ainda a ideia de que o fado não nasceu nas tabernas, mas, sim, na rua e nas feiras. "Há 35 anos que sou investigador da música de tradição oral no campo. E, como tal, o fado não ocupava as minhas preocupações. Também eu partia do preconceito que toda a gente tem de que o fado é uma canção de Lisboa e que, portanto, não tem nada a ver com o campo".
Apesar de tudo, sublinha, "nessas minhas investigações no terreno, ia gravando alguns fados bailados, que apareciam sempre. Claro que, na altura, levava isso sempre à conta de que seriam importações do campo em relação à cidade. Mas, o que é verdade é que sempre notei que havia um certo género poético musical muito semelhante ao fado, em termos melódicos e na própria entoação".
Rural versus urbano
O investigador explica que essas semelhanças entroncam no romanceiro tradicional. "O romanceiro tem a sua origem nas gestas em que se narravam histórias da guerra contra os mouros e que, a partir do século XVI, começou a contar histórias de amores e desamores de reis e de rainhas e que mais tarde, no século XVII, passou a contar histórias do dia a dia de gente simples. Todo esse reportório foi, durante séculos, cantado por músicos ambulantes, os jograis, e, posteriormente, pelos ceguinhos".
O ponto de viragem na investigação de José Alberto Sardinha aconteceu em 1988. "Um dia, depois de gravar uma velhota durante uma tarde inteira a cantar romanceiros, percebi que havia pontos de contacto com o fado. Voltei para casa, voltei a ouvir gravações antigas que fizera e pensei: "se substituirmos o conceito de semelhança pelo conceito de identidade, pode ser uma revolução. E, então, investiguei mais profundamente nos anos seguintes".
"Ao longo de 22 anos", conta José Alberto Sardinha, "comecei a direccionar a minha investigação na procura dos ceguinhos, na gravação do seu reportório, na gravação de romances e na busca da génese do fado. E é isso que dá origem a este volume, que é sutentado por quatro CDs. No fundo, o que defendo é que, do século XVI até princípios século XX, Lisboa comungava de um mesmo substracto cultural com as aldeias, vilas e cidades do resto do país. Isto é, havia uma realidade, uma prática e uma vivência musicais que eram comuns".
José Alberto Sardinha também avança outra teoria para a origem da palavra "fado". De acordo com o investigador, a palavra, ao nível popular, tem o sentido de vida. "Portanto", defende, "o fado chama-se fado porque conta histórias".
Fonte:JN.PT
Respigámos...com a devida vénia!
Morreu João Aguiar
"Alice Vieira: "A perda de um amigo e extraordinário colega"
11h40m
Para a escritora Alice Vieira a morte de João Aguiar é "a perda de um amigo", embora reconheça não ter ficado totalmente surpreendida com a notícia, pois o escritor já estava doente há muito tempo.
"Conheci João Aguiar há muitos anos. Fomos colegas de jornal e depois colegas na escrita. Fizemos romances colectivos, éramos um grupo de sete, que com a morte da Rosa Lobato de Faria e agora com a de João Aguiar fica muito pobrezinho", disse a escritora.
Alice Vieira integrou juntamente com João Aguiar, Rosa Lobato de Faria, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, José Fanha e Mário Zambujal o grupo de sete escritores responsáveis pela publicação de "Os Novos Mistérios de Sintra", "Eça Agora" e "O Código d´Avintes", dados à estampa pela Oficina do Livro.
"João Aguiar sempre foi um extraordinário colega. E era um príncipe. Era isto que me lembrava sempre que olhava para ele. Muito educado muito atencioso", lembrou.
"Afastou-se nos últimos tempos por causa da doença. E eu compreendo isso. Ele tinha noção de onde a doença o ia levar. É um amigo de quem vamos sentir muita falta", acrescentou."
Fonte:JN.PT
"Alice Vieira: "A perda de um amigo e extraordinário colega"
11h40m
Para a escritora Alice Vieira a morte de João Aguiar é "a perda de um amigo", embora reconheça não ter ficado totalmente surpreendida com a notícia, pois o escritor já estava doente há muito tempo.
"Conheci João Aguiar há muitos anos. Fomos colegas de jornal e depois colegas na escrita. Fizemos romances colectivos, éramos um grupo de sete, que com a morte da Rosa Lobato de Faria e agora com a de João Aguiar fica muito pobrezinho", disse a escritora.
Alice Vieira integrou juntamente com João Aguiar, Rosa Lobato de Faria, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, José Fanha e Mário Zambujal o grupo de sete escritores responsáveis pela publicação de "Os Novos Mistérios de Sintra", "Eça Agora" e "O Código d´Avintes", dados à estampa pela Oficina do Livro.
"João Aguiar sempre foi um extraordinário colega. E era um príncipe. Era isto que me lembrava sempre que olhava para ele. Muito educado muito atencioso", lembrou.
"Afastou-se nos últimos tempos por causa da doença. E eu compreendo isso. Ele tinha noção de onde a doença o ia levar. É um amigo de quem vamos sentir muita falta", acrescentou."
Fonte:JN.PT
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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