quinta-feira, 10 de junho de 2010
Tenham Tento...
Deputadas do PS querem eliminar quatro feriados
"As deputadas do PS Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro entregaram, esta terça-feira, na Assembleia da República, um diploma que visa o fim de dois feriados religiosos e dois civis, a criação um outro a seguir ao Natal, juntamente com a programação do gozo de feriados à sexta ou à segunda-feira.
Por:L.M.N.
A notícia, avançada pela edição online 'Jornal de Negócios', salienta que a medida visa aproximar Portugal das 'economias mais atractivas e competitivas'.
De acordo com diário, as deputadas analisaram as economias europeias mais competitivas, procedendo depois a uma recomendação ao Governo com vista ao “desenvolvimento de um processo negocial, com as diferentes instituições e agentes envolvidos, que viabilize o consenso em torno de uma intervenção ao nível da reorganização do tempo de trabalho, designadamente o gozo dos dias de feriado nacional”.
Através da aprovação deste diploma, os actuas 14 feriados nacionais seriam reduzidos a 11, com a eliminação de quatro e a criação de um novo, este último a 26 de Dezembro, que seria denominado ‘Dia da Família’.
Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro dizem-se conscientes de que a sua proposta “mexe com tradições culturais ancestrais e suscita, para além das habituais reacções à mudança, outras de carácter religioso e civil” mas, ainda assim, são defensoras de que o Executivo deveria, anualmente, publicar um documento onde seria estabelecida a programação antecipada do gozo dos feriados, pontes e tolerâncias de ponto a conceder em cada ano civil.
Como compensação pela perda dos feriados, as socialistas pedem um “sério compromisso da classe empregadora em aceder no crescimento do salário mínimo nacional (...) com um progressivo aumento dos salários médios”.
O documento propostos pelas deputadas conclui que este “pode ser um meio de conseguirmos um maior compromisso dos trabalhadores com a sua empresa e, consequentemente, um maior ganho pessoal, com ganhos em competitividade, produtividade e riqueza”.
COMENTÁRIO MAIS VOTADO
"Ainda bem que há representantes do Povo que se preocupam com estas coisas no grave momento que o país atravessa!!! É, de facto, um grande contributo para a solução da crise retirar 4 feriados ao Zé Povinho... Ocupem-se a tratar de coisas sérias e dêem o exemplo !!! "
JOSE PORTO
Fonte:CORREIO DA MANHÃ
Nota: Também concordámos com José Porto, até parece que estámos numa situação insustentável por causa dos feriados e seu gozo... Tenham vergonha os políticos e deputados em particular, porque na sua acção está a razão da crise...e essa do feriado da família a 26 de Dezembro para contrariar o Dia da Família que se vive no Natal...
Esta das socialistas dizerem que - " Como compensação pela perda dos feriados, as socialistas pedem um “sério compromisso da classe empregadora em aceder no crescimento do salário mínimo nacional (...) com um progressivo aumento dos salários médios”-, esta é mesmo para desconfiar, é aquilo a que se chama dourar o ferro...
terça-feira, 8 de junho de 2010
In Pensar-ansiaes.blogspot.com
Os Vilões e os Tinhosos
"Começo com este poema de Luís Pacheco
“ Como cães de festim, vis e rasteiros,
de cauda pertinaz batendo a mosca,
atordoam políticos rafeiros
a sã testa do povo, embora tosca.”
Foi um fartar vilanagem. E tudo se consentiu a pretexto da santa ignorância, da tradicional submissão ao poder, da cegueira endémica dos medrosos, da ancestral subjugação ao jugo.
Ainda constou recentemente que iria ser estimada a culpa dos que mais contribuíram para o “longa noite”. Houve quem garantisse que iria ser requerida umas sindicâncias às contas públicas. Mas já ninguém acredita que haja coragem para tanto. Afinal a culpa é de todos.
Como foi possível consentir-se tanta vilanagem!? Tanta pantominice!? Tanto desaforo!? Eu fui uma das testemunhas. Desempenhei mal o papel da criança que diz: “ o rei vai nu”. Ninguém acreditou. È por isso que não estou em paz comigo. Sou dos que não se conformam com a ideia de esquecer e absolver os principais culpados da “herança” que agora temos de suportar.
A jactância e a sobranceria atingiam tal desaforo que em muitas ocasiões, em vez de chorar, me apetecia rir às gargalhadas Quem não recorda o caricato do pagamento do aluguer de andores para fazer procissões!? Quem não se recorda do modo como se procedia aos concursos de admissão de pessoal!? Todos sabiam com antecedência a quem caberia a sorte. Uma vez até entrou um engenheiro que ainda não o era. Outra vez ainda tentaram concorrer para cargos da sua competência, deficientes físicos, sem sucesso. E aquela do funcionário, que era ao mesmo tempo decisor dos veículos a reparar e, cá fora, punha a sua empresa o fazer o serviço!? Uma vez dei-me conta que a proposta de reformulação do organigrama dos serviços da Câmara Municipal copiava a da Câmara Municipal de Beja. O esquema foi aprovado e temos assim um organigrama com a mesma hierarquia e funcionários de uma Câmara de cidade. Quem não se recorda das reformas compulsivas para se arranjar vagas para outros entrarem!?
A ronha, a matreirice a prepotência campearam, com a tolerância da grande maioria. È justo recordar aqui alguns, poucos, que tiveram a coragem de lutar contra o sistema e por isso foram renegados, sofreram a marginalização social e física. Eram os Tinhosos, aqueles com quem não convinha a associação, sob pena de conotação com estes. Eram os vermelhos, os comunistas, os lunáticos. Tive o grato prazer de conhecer e me tornar amigo de alguns. Assim pude conhecer a pureza dos seus ideais, e a nobreza dos seus princípios. Pude também testemunhar a sua condição de renegados quando os vi perder concursos, serem preteridos na prestação de trabalho, serem humilhados e menosprezados na sua disponibilidade para contribuir para a causa pública. Neste meu gesto de reconhecimento pessoal e para que fique o registo, recordo o nome de alguns da minha lembrança, estando muitos ainda vivos. O Senhor Adolfo do Amêdo a quem inclusive morreu um filho militar, na Guerra do Ultramar; O Senhor Pinheiro dos Pereiros; O Senhor Fernando Baltazar; O Senhor Victor Lopes; O Velho Senhor Rui Menezes Pimentel e posteriormente o filho; O Sr. Carlos Manuel Fernandes e antes o pai; O Doutor Orlando de Carvalho; Os Saudosos Alexandrino Rainha e Doutor Fernando Pereira, etc.
Num momento da nossa história em que a deriva da gestão pública nos aproxima agora da derrocada económica e financeira, que ao menos nos fique na recordação a luta inglória de alguns isolado, que acreditaram e lutaram por uma sociedade mais igual, menos discrepante e mais solidária."
Postado por Helder Carvalho em 18:05 9 comentários
Nota: Tinhosos há muitos e alguns até se pavoneiam por aqui e vilões não faltam...e muitos que a nivel local, aqui e no país, têm culpas gostam de retorquir de santinhos...
Movimento Cívico do Tua acusa ministro dos Transportes de "total desrespeito"
Ontem
O Movimento Cívico pela Linha do Tua acusou hoje, segunda-feira, o ministro dos Transportes de "total desrespeito" pelos habitantes do vale do Tua por ter faltado à audição, na Assembleia da República, sobre a ferrovia transmontana.
A reunião da Comissão Parlamentar de Obras Públicas para ouvir o ministro foi agendada por iniciativa do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e estava marcada para sexta-feira, mas António Mendonça não compareceu.
O MCLT manifesta, em comunicado, "a sua indignação pela atitude de total desrespeito manifestada pelo ministro para com a Assembleia da República e, sobretudo para com os habitantes do vale do Tua, com a sua ausência inesperada".
O movimento questiona também a tentativa de o ministro se fazer substituir pelo secretário de Estado dos Transportes e a posição da deputada socialista e ex-secretária de Estado, Ana Paula Vitorino, que acusou os partidos da oposição de quererem fazer "chicana política e de não estarem interessados em ser esclarecidos ao rejeitarem a substituição".
"Se o secretário de Estado está tão a par da realidade das vias estreitas do Douro, o que se passou então no lamentável episódio de Abril último, em que manifestou total desconhecimento sobre a situação da linha do Corgo, enquanto recebia três autarcas trasmontanos servidos por esta via?", questionam os defensores da ferrovia.
Para o MCLT, "este tem sido o modus operandi deste e do anterior Governo, que tudo têm feito para se esquivarem a perguntas incómodas sobre um tema para o qual não conseguem arranjar nenhuma base de sustentação - a construção criminosa da barragem do Tua - agindo assim à margem da democracia e numa linha que se confunde de forma notável com a de uma qualquer ditadura".
A linha do Tua esta encerrada na maior parte da sua extensão há quase dois anos, desde o acidente de Agosto de 2008, o último de quatro acidentes com outras tantas vítimas mortais.
Entretanto recebeu "luz verde" a barragem de Foz Tua que vai submergir 16 quilómetros da via férrea.
De acordo com informações prestadas pela EDP à Lusa, a empresa deverá concluir ainda este mês a entrega de toda documentação exigida pela Declaração de Impacto Ambiental.
Uma das obrigações impostas é o estudo de mobilidade na zona afetada, incluindo a alternativa ferroviária que a EDP descarta apontando como alternativa à perda do comboio, as viagens de barco e de autocarro.
Toda a documentação apresentada pela EDP será analisada pela Agência Portuguesa do Ambiente e competirá ao Governo decidir se a barragem avança e a linha do Tua encerra ou não definitivamente.
O MCLT classifica de "indesculpáveis os atrasos em relação à linha" e responsabiliza o Governo pelos "avultados prejuízos que a situação está a causar à Câmara e ao Metro de Mirandela, que assegura o transporte na via ao serviço da CP.
"Têm suportado estoicamente custos motivados pela cobiça do Governo e da EDP por impedir ou dificultar ao máximo a deslocação diária de centenas de passageiros locais, e pelo decréscimo do número de turistas que se deslocam na Linha do Tua e do efeito que têm sobre o comércio da região", refere.
O movimento exorta os "responsáveis políticos a terem vergonha e sentido de honra e compromisso para com os cidadãos".
FONTE:JN.PT
Vidas...
Respigámos...
Mais notícias do inferno
Por Paulo Ferreira
00h21m
"Nunca como agora foi tão tensa a relação entre governantes e governados. Numa altura em que os problemas são gigantes, esta dessintonia é, no mínimo, perigosa
Acabo de ler um texto que resulta da ida, em serviço, do meu colega Elmano Madail à Grécia. O trabalho dele será publicado numa das próximas edições da NS, revista que acompanha o JN e o DN nas edições de sábado. Ler o relato do Elmano tem, entre outras, uma virtude: percebemos claramente que ainda não chegamos ao ponto de ebulição em que os gregos estão, mas também é nítida a sensação de que não andamos longe desse indesejável lugar.
As palavras de Yoki Vrychea, dona do bar Bartesera, reproduzidas na reportagem, ajudam a entender a proximidade: na Grécia, já "ninguém acredita que o dinheiro que entrega ao Estado será bem gerido". Isto é: as medidas de austeridade impostas ao povo têm uma primeira causa - o passado irresponsavelmente despesista do Estado - que retira moralidade aos sacrifícios exigidos. Lá como cá.
Este pode muito bem ser o rastilho de uma futura liquefacção dos estados tal como hoje os conhecemos. Quando o muro de Berlim caiu, assistimos a um fenómeno de "complexidade crescente", nas palavras do professor Adriano Moreira: à medida que muitos países se organizavam em blocos, políticos e/ou económicos, verificou-se uma explosão de novos estados. Este movimento de sinais contrários embrenhou-se agora na economia: o pedido de sacrifícios aos governados choca de frente, e cada vez com maior intensidade, com a confiança que estes depositam nos seus governantes. Justamente porque "ninguém acredita que o dinheiro que entrega ao Estado será bem gerido".
Sim, podemos juntar aqui a conversa habitual: também nós, patriotas consumidores, estamos obrigados a alterar os nossos estilos de vida. É verdade. Parece-me, no entanto, que o problema já está bem para lá dessa óbvia constatação. Nunca como agora foi tão tensa a relação entre quem manda e quem é mandado. Numa altura em que os desafios são gigantes, esta dessintonia é perigosa, para dizer o mínimo.
A verdade é que as notícias não tendem a melhorar, de modo a baixar o nível desta pressão. A Hungria está perto da bancarrota. E o Governo alemão apresentou ontem o maior pacote de austeridade desde o fim da II Guerra Mundial. Objectivo: reduzir a despesa do Estado em 80 mil milhões de euros (metade daquilo que Portugal produz num ano inteiro) até 2014. É brutal.
Os cortes afectarão o rendimento mínimo garantido e os subsídios aos pais que ficam em casa a cuidar de crianças logo após a maternidade. Isto é: os direitos adquiridos - expressão tão querida a alguma da Esquerda portuguesa - levam um valente abanão.
São apenas mais notícias vindas do inferno..."
In:JN.PT
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Para animar...
'Contraluz' (Tela - Santos & Pecadores)
http://video.pt.msn.com/watch/video/contraluz-tela-santos-and-pecadores/zvmlmxqn?from=email
A Constituição na Lupa de Teixeira dos Santos
Manuel António Pina
Estado de excepção
00h30m
Um Estado de Direito caracteriza-se (ou caracterizava-se antes da fulgurante chegada do ministro Teixeira dos Santos à doutrina jurídico-política) pelo primado da lei. E pelo primado da Constituição sobre as leis comuns. Soube-se ontem porém que, no particular entendimento de Teixeira dos Santos do que seja um Estado de Direito, uma coisa em forma de assim chamada "desafio dos mercados" ou o que Teixeira dos Santos acha que é o "bem público", ou até as conveniências práticas dos serviços do seu ministério, estão acima das leis e da Constituição. A Constituição afirma solenemente que "ninguém pode ser obrigado a pagar impostos (...) que tenham natureza retroactiva"? Teixeira dos Santos puxa dos "mercados" e, em nome do "bem público", que entretanto definiu, e dos misteriosos "mercados", derroga, zás!, a Constituição. Até porque respeitar a Constituição e a lei daria trabalho ("implicaria duas liquidações do IRS"), o que é "impensável". Na verdade não é "impensável". As cadeias estão cheias de gente que pensa que é mais fácil (e temos que reconhecer que é) não cumprir a lei do que ter trabalho. "
In JN.PT
Respigámos....Génese do Fado!
Investigação de 20 anos abre campo a novas teses
Ontem
Por ANA VITÓRIA
O fado descende directamente do romanceiro, o canto narrativo tradiconal , cuja origem remonta à Idade Média. É, pelo menos, a convicção do investigador José Alberto Sardinha, plasmada no livro "A origem do fado", resultado de 20 anos de investigação.
Em "A origem do fado", José Aberto Sardinha contraria tudo o que até hoje se escreveu sobre a matéria. Que a história da chamada canção de Lisboa sempre andou envolta em mistério e que o género terá sofrido influências do Brasil, de África e do Médio Oriente era o que até agora se sabia. Mas, na investigação de José Alberto Sardinha, todas estas teorias são postas de parte. Para o autor, o fado não é só de Lisboa porque, explica com ironia, "nunca existiu à entrada de Lisboa uma alfândega musical que determinasse que dali nem saía o fado nem entravam chulas e malhões. Para mim, o fado tem a sua génese no romanceiro tradicional".
O investigador defende ainda a ideia de que o fado não nasceu nas tabernas, mas, sim, na rua e nas feiras. "Há 35 anos que sou investigador da música de tradição oral no campo. E, como tal, o fado não ocupava as minhas preocupações. Também eu partia do preconceito que toda a gente tem de que o fado é uma canção de Lisboa e que, portanto, não tem nada a ver com o campo".
Apesar de tudo, sublinha, "nessas minhas investigações no terreno, ia gravando alguns fados bailados, que apareciam sempre. Claro que, na altura, levava isso sempre à conta de que seriam importações do campo em relação à cidade. Mas, o que é verdade é que sempre notei que havia um certo género poético musical muito semelhante ao fado, em termos melódicos e na própria entoação".
Rural versus urbano
O investigador explica que essas semelhanças entroncam no romanceiro tradicional. "O romanceiro tem a sua origem nas gestas em que se narravam histórias da guerra contra os mouros e que, a partir do século XVI, começou a contar histórias de amores e desamores de reis e de rainhas e que mais tarde, no século XVII, passou a contar histórias do dia a dia de gente simples. Todo esse reportório foi, durante séculos, cantado por músicos ambulantes, os jograis, e, posteriormente, pelos ceguinhos".
O ponto de viragem na investigação de José Alberto Sardinha aconteceu em 1988. "Um dia, depois de gravar uma velhota durante uma tarde inteira a cantar romanceiros, percebi que havia pontos de contacto com o fado. Voltei para casa, voltei a ouvir gravações antigas que fizera e pensei: "se substituirmos o conceito de semelhança pelo conceito de identidade, pode ser uma revolução. E, então, investiguei mais profundamente nos anos seguintes".
"Ao longo de 22 anos", conta José Alberto Sardinha, "comecei a direccionar a minha investigação na procura dos ceguinhos, na gravação do seu reportório, na gravação de romances e na busca da génese do fado. E é isso que dá origem a este volume, que é sutentado por quatro CDs. No fundo, o que defendo é que, do século XVI até princípios século XX, Lisboa comungava de um mesmo substracto cultural com as aldeias, vilas e cidades do resto do país. Isto é, havia uma realidade, uma prática e uma vivência musicais que eram comuns".
José Alberto Sardinha também avança outra teoria para a origem da palavra "fado". De acordo com o investigador, a palavra, ao nível popular, tem o sentido de vida. "Portanto", defende, "o fado chama-se fado porque conta histórias".
Fonte:JN.PT
Respigámos...com a devida vénia!
"Alice Vieira: "A perda de um amigo e extraordinário colega"
11h40m
Para a escritora Alice Vieira a morte de João Aguiar é "a perda de um amigo", embora reconheça não ter ficado totalmente surpreendida com a notícia, pois o escritor já estava doente há muito tempo.
"Conheci João Aguiar há muitos anos. Fomos colegas de jornal e depois colegas na escrita. Fizemos romances colectivos, éramos um grupo de sete, que com a morte da Rosa Lobato de Faria e agora com a de João Aguiar fica muito pobrezinho", disse a escritora.
Alice Vieira integrou juntamente com João Aguiar, Rosa Lobato de Faria, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, José Fanha e Mário Zambujal o grupo de sete escritores responsáveis pela publicação de "Os Novos Mistérios de Sintra", "Eça Agora" e "O Código d´Avintes", dados à estampa pela Oficina do Livro.
"João Aguiar sempre foi um extraordinário colega. E era um príncipe. Era isto que me lembrava sempre que olhava para ele. Muito educado muito atencioso", lembrou.
"Afastou-se nos últimos tempos por causa da doença. E eu compreendo isso. Ele tinha noção de onde a doença o ia levar. É um amigo de quem vamos sentir muita falta", acrescentou."
Fonte:JN.PT
segunda-feira, 31 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Um Livro a comprar...
Ética a Nicómaco trata da felicidade como projecto essencial do ser humano. Das virtudes, da sensatez, do que se pode e do que se deve fazer. Trata da possibilidade de se existir de acordo com as escolhas que fazemos. De se ser autónomo, de viver com gosto. Trata da procura do prazer pelo prazer - e do prazer pela honra. Da justiça. Das formas de vida que levam à felicidade. Da procura do amor. É um livro fundamental para a cultura do ocidente.
Ética a Nicómaco, Aristóteles tradução, introdução e notas de António de Castro Caeiro
ARISTÓTELES nasceu em 384 a.C. É um dos mais influentes filósofos da História do pensamento ocidental. Fundou várias disciplinas e influenciou muitas outras: Lógica, Epistemologia, Biologia, Física, Teoria da Literatura, Direito e Filosofia. Ao longo dos tempos, Aristóteles tem sido tratado em cada época como um contemporâneo que acabou de publicar os seus textos e cuja recensão é premente.
ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO é professor auxiliar, agregado em Filosofia Contemporânea, e ensina no Departamento de Filosofia da FCSH dsde 1990. É membro do Instituto Linguagem, Interpretação e Filosofia e as suas áreas de investigação são a filosofia antiga e contemporânea. Orientou seminários de tradução do grego, do alemão e do latim e traduziu para português além de Ética a Nicómaco e as Odes Políticas de Pindaro."
in Quetzal
sábado, 22 de maio de 2010
Respigámos..com a Devida Vénia!AS SOCIALISTAS ANTI-FERIADOS...OLHA,OLHA...

Ontem
A prova de vida parlamentar das deputadas Teresa Venda e Rosário Carneiro vem ao encontro de "l'air du temps" e avança com mais uma medida de austeridade: cortar nos feriados, eliminando quatro (Corpo de Deus, Dia de Todos os Santos, 5 de Outubro e 1.º de Dezembro) e acrescentando um (o "Dia da Família") de modo a obter mais três dias de trabalho por ano, o que, ninguém duvida, contribuiria decisivamente para a resolução dos problemas do país, mesmo faltando à gregoriana proposta o golpe de asa bastante para arranjar trabalho nesses dias aos 730 000 portugueses desempregados.
E, já que o Governo suspendeu a terceira ponte (a ponte suspensa) sobre o Tejo, as deputadas propõem que se acabe também com as pontes do calendário, transferindo o 25 de Abril , o 1.º de Maio, o 15 de Agosto e o 8 de Dezembro para segundas ou sextas-feiras e passando a terça-feira de Carnaval a ser, conforme os anos, a "segunda-feira de Carnaval" ou a "sexta-feira de Carnaval".
Comemorar o 25 de Abril a 24 de Abril (e porque não o 1.º de Maio em 28 de Maio?) é, além do mais, uma ideia capaz decerto de render muitos votos."
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Respigámos...do Tomar a Dianteira...Para reflectir por cá!
MAIS DESPESAS AUTÁRQUICAS CURIOSAS
Agora que a austeridade vai começar a ser a sério e por tempo indeterminado, certas despesas camarárias dão que pensar. Consta do Boletim informativo municipal que a coordenação, a redacção, a fotografia e o design são obra do "Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Tomar". De acordo com as informações que foi possível recolher, pois a autarquia está-se a tornar cada vez mais opaca, embora vá proclamando o inverso, o citado gabinete será composto por 4 ou 5 funcionários a tempo inteiro, que além do boletim também se ocupam de cartazes e outras minudências. Até aqui tudo bem, ou quase. O estranho vem a seguir -Em 09/02/10 a Câmara celebrou um contrato de prestação de serviços, no valor de 44.400€ + IVA, por um período de 730 dias de "Serviços de coordenação interna e externa de comunicação do município". Sendo certo que estamos ante uma modesta despesa diária de pouco mais de 60€, fica a dúvida: Afinal o tal gabinete municipal de comunicação serve para quê? Só para o Boletim, cartazes e minudências?
Mais estranho ainda. Dispondo do já referido gabinete e da citada assessoria externa, a 60 e poucos euros por dia, a Câmara pagou (ou pagará, quando tiver verbas disponíveis) à CEDRU, (Os tais da Agenda Urbana, da qual faz parte este belo naco de prosa poética: "Tomar é hoje uma cidade em afirmação, recuperando protagonismo social, cultural, económico e urbanístico, colocando-se numa posição privilegiada de cidade prestadora de serviços para uma vasta área do Centro de Portugal."), a soma de 8.000€ + IVA por 10 dias de trabalho. Para fazer o quê?! Pois para elaborar a "Candidatura à política das cidades "Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação". Por outras palavras, nem o gabinete nem a assessoria de comunicação deram conta do recado, pelo que houve necessidade de recorrer à CEDRU.
Bons tempos, os dos mandatos de Amândio Murta, nos idos de 80 do século passado, quando o dossier de candidatura do Convento de Cristo a Património da Humanidade, foi feito em duas noites na Gráfica de Tomar. E À BORLA! O que não impediu o sucesso da referida candidatura...
Só mais dois detalhes pitorescos, uma vez que estamos com a mão na massa, salvo seja! 1 - "Serviços técnicos e pedagógicos de desporto", durante 90 dias, 74.999,00€ + IVA; 2 - "Assistência Balnear na Piscina Vasco Jacob", 3 meses, 21.483€ + IVA. As entradas terão chegado para pagar tais alcavalas? Ou nem isso?
Tristes, acabrunhados, desiludidos, sem esperança, pobres, muitos até desempregados, os tomarenses são uns ingratos. Deviam sentir-se felizes, pois têm um município rico. Ou pelo menos parece. E em política, já dizia no seu tempo o Botas de Santa Comba, "Em política, o que parece é." Que vos parece? "
Publicada por Sebastião Barros em 5/16/2010 09:41:00 PM, in Tomar a Dianteira.
PS: Como terá corrido o passeio dos idosos em Carrazeda de Ansiães?
Devaneios com o telemóvel...
domingo, 16 de maio de 2010
Respigámos...na Blogosfera!
A VERDADE MAGOA QUASE SEMPRE...
Há por aí umas almas sensíveis que se queixam privadamente da virulência, da injustiça, e até da grosseria de Tomar a dianteira. São autocratas encapotados, que se fazem passar por democratas e amantes da liberdade, não por opção livre, mas apenas por falta de coragem. Não é certamente por mero acaso que, dos 34 seguidores deste blogue, apenas dois ou três dão a cara...
São exactamente da mesma estirpe daqueles que vão lançando blogues e/ou sites, que depois não conseguem manter com um mínimo de utilidade cívica, por falta de conteúdos actualizados. Ou não será pelo menos curioso (para não dizer outra coisa) que nesta terra de quase 40 mil eleitores, além de Tomar a dianteira, apenas os sites d'O Templário e da Rádio Hertz tenham movimento digno de registo? Trabalham? Têm mais que fazer? Falta de tempo? Desculpas reles e de mau pagador. Não era assim já antes de se lançarem na aventura da comunicação social? Então porque se lançaram? A tal presunção, não é? Farroncar é fácil; gerar ideias e pô-las por escrito é que custa!
Para todos, apesar de tudo fraternalmente e com amizade, transcrevcemos a usual crónica de Vasco Pulido Valente no PÚBLICO, com a devia vénia e os nossos agradecimentos. Lembrando que Pulido Valente não é injusto, nem grosseiro, nem labrego. Doutorou-se em História Moderna e Contemporânea na Universidade de Oxford. Só.
"VIVA PORTUGAL!"
"Não vale a pena falar sobre o caderno de encargos que Sarkozy e Merkel impuseram a Portugal. Nem da caricata submissão e das contradições do primeiro-ministro. Para efeitos práticos, José Sócrates não existe. Como logo viu o Inimigo Público, [suplemento humorístico do Público, publicado semanalmente], ainda não lhe disseram que já deixou de governar. Está em S. Bento como estaria uma planta, à espera do momento próprio de ser removido. É uma espécie de delegado regional da "Europa" ou, se preferirem, um moço de recados, com um emprego temporário e, ainda por cima, vexatório. No meio dos triunfos do Benfica e da visita do Papa e, à parte uma frase melancólica, ou um adjectivo de passagem, ninguém reparou que o país sofreu a maior humilhação nacional desde o último século. O que mostra aonde chegou o país, mas também o que sempre foi a "Europa".
Poderia ser de outra maneira? Não parece. Como contar com a mais vaga "solidariedade" ou sequer delicadeza do sr. Sarkozy ou da sra. Merkel, que não nos conhecem ou têm qualquer motivo para gostar de nós? Para quem nos paga (e de certa maneira somos todos pagos) não passamos de um povo inferior e semibárbaro, que gasta prodigamente o dinheiro que não ganhou e que depois vem de mão estendida pedir esmola. Os ricos não respeitam mendigos; de maneira geral correm com eles. Sobretudo, correm com os mendigos que não percebem, ou fingem que não percebem, o seu lugar no mundo e tentam aldrabar o próximo e viver a crédito. Para a Alemanha e para a França, os portugueses, como os gregos, merecem uma boa lição e muita cautela, não os leve a natureza, como de costume, para maus caminhos.
Custa engolir isto aos fim de vinte anos de retratos de família e da imunda cegarrega da "união". Só que nunca houve"união". As grandes potências da Europa -a Alemanha, a Inglaterra e a França- não desapareceram e continuaram a desprezar por convicção e hábitos os semicafres do Mediterrâneo e do Leste, que se dignam proteger e, de quando em quando, explorar. As tribos do Báltico, ao menos, sendo louras, permitem um certo sentimento da afinidade. O resto, não: essa tropa fandanga miserável, eternamente envolvida em querelas de má morte, preguiçosa e suja, não faz parte da Europa por mais do que um desgraçado acidente geográfico. Por isso, o Sarkozy e a sra. Merkel não hesitaram em chamar o irresponsável sr. Sócrates, pregar uma descompostura ao referido sr Sócrates e mandar o homem para casa com o rabo entre as pernas. E, para cúmulo, com razão. Viva Portugal!"
Onde está "o país" ponha-se "Tomar"; e onde está "Sócrates" ponha-se "a actual maioria autárquica". A tragédia fica completa.
Só é pena ninguém chamar os senhores autarcas, pregar-lhes uma descompostura, e mandá-los para casa cabisbaixos. Bem mereciam! E os tomarenses agradeciam! Pelo menos todos aqueles que têm dois dedos de testa e ainda não perderam o hábito de pensar de modo independente."
Publicada por Sebastião Barros em 5/16/2010 08:03:00 AM, in Tomar a Dianteira
O Bom Tempo Regressou...
A Primavera de novo radiante!
Quem olha o firmamento nada vê a não ser o céu azul, mas dá gozo contemplar o mar celeste que se pode apreciar...votos de boa semana, depois da visita do Papa a Portugal, da vitória das atletas portuguesas no México, no Campeonato do Mundo em marcha e do Porto no Jamor...jms
sábado, 15 de maio de 2010
Saudade...de Zedes e outras paragens!

que encerras
tantas fontes!
Oh, Serra de Bornes
Qual Marão meditador,
quando te vejo
és meu canto embalador.
Rumo em direcção
ao nosso mundo.
Vejo a gente a labutar,
arados, enxadas, jeiras,
romarias, enrugados montes...
Oh, Trás-os-Montes,
terra rude e franca
que me encantas
e embebedas
e enrijeces com nevadas
minhas frontes!...
Poema de João Manuel Sampaio*, do livro "Rude (A)gosto no olhar". Edição da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, 2000.
Respigámos...na Blogosfera!
Respigámos...com a devida vénia!
Docentes criticam piada que surge em fase de ataques de alunos à sua autoridade
"sexta-feira, 14 de Maio de 2010
"Uma anedota destinada a crianças que compara o professor a uma vaca está a causar mal-estar junto da classe e até já levou docentes a queixarem-se à editora Civilização, responsável pelo livro infantil onde foi publicada (ver imagem). Os professores entendem que a piada surge na pior altura, precisamente quando sucedem casos de ataques de alunos à sua autoridade.
A editora já anunciou que vai retirar a anedota do livro 365 Piadas Novas, indicado para crianças a partir dos sete anos. "Recebemos duas ou três cartas de professores e como estamos a fazer uma nova impressão decidimos retirar essa anedota. Por isso, na nova edição já não aparece", adiantou ao DN a directora editorial da Civilização, Simona Cattabiani.
No entanto, este é um episódio que os professores dizem ser lamentável. "Da nossa parte só posso manifestar repúdio por essa piada", refere João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional da Educação (FNE). Já o professor Ramiro Marques, que foi o primeiro a denunciar publicamente o caso no seu blogue ProfBlog, vê a publicação da anedota como "uma falha de supervisão da editora". Apesar de desvalorizar o incidente, o professor admite que "a situação tem a sua gravidade". Até porque "há muitos alunos que chamam vacas às professoras. E esse é que é o problema", sublinha Ramiro Marques.
A intenção do autor é algo que os docentes querem ver esclarecido. O líder do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), Ílidio Trindade, defende que "é preciso saber se é pura invenção ou se o autor pretende ironicamente demonstrar o que será a forma como são vistos os professores pela sociedade". De qualquer modo, Ílidio Trindade entende que esta anedota "é uma vergonha".
Para Ramiro Marques, a anedota é levada ainda mais a sério devido às circunstâncias. "Veio numa altura má, porque os professores lidam com injúrias todos os dias e não conseguem travá-las. Os alunos desrespeitam-nos e os pais depois ainda os defendem", explica. O docente acrescenta que se o livro tivesse saído há seis anos ninguém ia levar a mal.
O autor do blogue conta que foram colegas da escola que lhe mostraram o livro com a anedota. Na sua opinião, este tipo de situações só acontece porque, em tempos, responsáveis, como secretários de Estado e directores regionais da Educação, puseram em causa a imagem dos professores. E claro que isto se reflecte no bem-estar e na motivação dos professores, alerta Ramiro Marques.
Quanto ao impacto que esta anedota pode ter nas crianças, o psicólogo Jorge Gravanita diz que cabe aos pais desvalorizar a situação. "É uma piada de mau gosto, mas os pais devem explicar o seu sentido", esclarece.
O livro está na 4.ª edição, o que significa que "já vendeu bastante", adianta Simona Cattabiani, da Civilização, que garante: "Não pensámos que pudesse ser ofensivo. A pensar assim todas as anedotas podiam ser entendidas como ofensivas.""
in DN Portugal, por ANA BELA FERREIRA, 14 de Maio de 2010
"Não tentemos branquear a coisa. O conteúdo é injurioso e de um enorme mau gosto, além de encerrar um profundo desrespeito pelos docentes, mais particularmente pelas mulheres, que constituem a maioria dos professores deste país.
Constato pelos muitos comentários deixados nos blogues de professores e também no Facebook que são as professoras a sentir muitíssimo mais este insulto como algo que as afecta na sua condição de docentes e cidadãs, do que aos seus colegas homens. Até certo ponto é compreensível, pois nenhum colega homem sabe o que é que uma mulher sente se for chamada de vaca.
Mas, a relativizarmos a importância deste episódio, estamos a aceitar tacitamente que se pode faltar ao respeito à figura da professora, o que infelizmente a sociedade parece já ter assumido como normal e corriqueiro.
Caros colegas: vocês são pais, filhos, irmãos e maridos de mulheres.
Experimentem imaginar o que sentiriam se um dia destes uma das mulheres da vossa vida entrasse em casa e vos confrontasse com o facto de ter sido insultada por um aluno ou aluna nos referidos termos...
O que fariam? Diriam para desconsiderar, que "era apenas uma anedota inocente"?
Deixamos passar coisas como esta, que são sementes de ervas daninhas na falta de ética, hoje numa editora, amanhã noutro contexto, e depois queixamo-nos que já não temos mão na má-educação e falta de respeito dos alunos e dos pais?
Espero que a Editora cumpra o que promete acima e retire mesmo a infeliz "anedota" na próxima edição do livro. Porém, até lá, os exemplares que ainda se encontram à venda continuarão a espalhar a lamentável ideologia de tratar as professoras como vacas.
E não me venham com a história de que a vaca até é um animal amistoso e simpático, como a coruja ou qualquer outro, porque toda a gente sabe o que é que em Portugal significa chamar vaca a uma mulher! Ora façam-me o favor de não nos tomarem por tolinhas ou ingénuas!
Publico aqui o e-mail enviado pela colega professora e blogger Olinda Gil, que concorda comigo:
Colegas
Enviei o seguinte mail à editora Civilização que nos insulta num livro de anedotas para crianças.
Espero que se indignem e mandem muitos mais mails a esta editora para que não continuem a gozar connosco.
info@civilizacao.pt
Ex.mos Senhores
Esqueceram-se de que os professores são as pessoas que mais compram livros neste país e que fazem com que os outros os comprem.
Uma editora que se chama "Civilização" e que trata assim os professores de um país não pode continuar a ser digna da minha preferência.
Num país onde a falta de autoridade dos professores é cada vez maior, em vez de termos as editoras do nosso lado no combate à iliteracia e desenvolvendo a civilização do povo, assistimos a este lamentável enxovalho.
Nunca mais comprarei livros da vossa editora e vou divulgar por todos os meus contactos este mail, para que saibam da minha indignação.
A professora
Olinda Gil
Actualização: O Forum EDUCAR já reagiu a esta publicação com um artigo, aqui: "Como é possível que se chegasse a isto?"
Publicada por Lelé Batita em Sexta-feira, Maio 14, 2010,in Blog Pérola de Cultura


